Notícias | 15 de abril de 2026 | Fonte: CQCS | Gabrielly Marqueton

IA agêntica da AI/R Compass UOL desponta como novo motor de transformação no setor de seguros

O setor de seguros enfrenta um cenário de pressão estrutural marcado por margens mais apertadas, aumento da sinistralidade e consumidores cada vez mais digitais e exigentes, contexto em que a AI/R Compass UOL se insere ao desenvolver soluções de IA agêntica. A necessidade de operar com eficiência em tempo integral também desafia modelos tradicionais, levando seguradoras a investir em automação e inteligência artificial. No entanto, soluções como chatbots, RPA e fluxos automatizados isolados já não representam mais um diferencial competitivo relevante.

Nesse contexto, ganha espaço a chamada IA agêntica, apontada como o próximo salto tecnológico do mercado. Diferentemente da chamada “IA 1.0”, focada em respostas automatizadas, essa nova abordagem se destaca pela capacidade de executar ações de ponta a ponta, conectando tecnologia diretamente aos resultados de negócio.

Na prática, a IA agêntica opera por meio de agentes especializados capazes de interpretar contextos, tomar decisões e atuar diretamente em sistemas corporativos. Em vez de apenas interagir com o usuário, como ocorre nos chatbots tradicionais, esses agentes funcionam como um time virtual integrado, com memória de longo prazo e acesso a múltiplas plataformas.

No setor de seguros, essa aplicação se estende por toda a cadeia de valor – desde o desenvolvimento de produtos e a definição de pricing, com monitoramento em tempo real de sinistralidade e comportamento do cliente, até a subscrição, que passa a contar com análises automatizadas e pré-decisões de risco. Na distribuição, agentes apoiam corretores com recomendações em tempo real, enquanto processos administrativos, como renovações e endossos, tendem a ser amplamente automatizados.

A gestão de sinistros também se beneficia com triagens automatizadas, solicitação de documentos, análise de imagens e cruzamento de dados para identificação de fraudes ou definição de liquidação. Já no atendimento ao cliente, a proposta é um modelo contínuo, com resolução de demandas de forma autônoma e escalonamento para humanos apenas quando necessário.

Dados de mercado e projetos já implementados indicam ganhos expressivos. O custo por interação com clientes pode cair de uma faixa entre 4 e 6 dólares para menos de 1 dólar em modelos automatizados e a acurácia na detecção de fraudes pode evoluir de cerca de 60% a 70% para níveis entre 85% e 95%. Além disso, iniciativas com múltiplos agentes registram aumento de até 25% no feedback positivo dos clientes e índices de retenção superiores a 90%, acima da média de mercado, estimada em 84%.

Um exemplo dessa transformação é o uso de concierge conversacional multiagente (ChatOps) por uma grande seguradora brasileira. A solução funciona como um ponto único de entrada para corretores, parceiros, clientes e equipes internas, permitindo lidar com um alto volume de demandas sem sobrecarregar o atendimento humano. Nesse modelo, agentes atuam de forma coordenada, desde a interpretação da intenção do usuário até a execução de processos em sistemas como CRM e plataformas operacionais.

Especialistas apontam que o sucesso na adoção da IA agêntica depende menos de iniciativas isoladas e mais de disciplina na execução. Entre as boas práticas estão o foco em jornadas bem definidas, arquitetura orientada à cadeia de valor, governança de dados, definição clara de métricas e alinhamento regulatório com normas como a LGPD e diretrizes da SUSEP.

Por outro lado, erros comuns incluem tratar a IA agêntica apenas como um chatbot avançado, investir em soluções sem indicadores de negócio claros, negligenciar o redesenho de processos e subestimar a importância da qualidade dos dados.

Diante desse cenário, a IA agêntica se consolida como um novo vetor de transformação para o setor de seguros, integrando eficiência operacional, experiência do cliente e crescimento. Mais do que uma evolução tecnológica, trata-se de uma mudança na forma como as decisões são tomadas e executadas ao longo de toda a cadeia de valor. Organizações que iniciam essa jornada tendem a se posicionar à frente na construção do próximo padrão do mercado.

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