O Chile está entre os destinos internacionais mais procurados pelos brasileiros, especialmente durante a temporada de neve. Em 2025, quase 682 mil turistas do Brasil visitaram o país, que é o segundo maior emissor de visitantes para o território chileno. Apesar da proximidade e da popularidade, muitos viajantes ainda deixam o Seguro Viagem fora do planejamento, sem considerar os custos de atendimentos médicos e os riscos associados ao frio, à altitude e aos esportes de inverno.
Para Luciana Volante, diretora da Business Unit de Viagem da Hero Seguros, a familiaridade com o destino pode criar uma falsa sensação de segurança entre os turistas brasileiros. Segundo ela, o sistema de saúde chileno não oferece atendimento gratuito para estrangeiros, e uma consulta de emergência na rede privada pode custar a partir de R$ 500. Já uma internação hospitalar pode ultrapassar R$ 3 mil por dia.
“Se houver necessidade de remoção aérea ou repatriação, os valores são ainda mais expressivos”, alerta a executiva.
Além dos custos médicos, os roteiros pelo Chile podem envolver riscos específicos. No Atacama, por exemplo, a altitude chega a 4.300 metros. Já regiões como a Patagônia registram temperaturas extremas, enquanto destinos como Valle Nevado atraem turistas interessados em atividades como esqui e snowboard.
“São situações que aumentam significativamente a probabilidade de o viajante precisar de assistência médica, e sem seguro o impacto financeiro pode comprometer toda a viagem, e o orçamento de volta”, afirma Luciana.
Entre os imprevistos mais comuns em destinos de neve estão as lesões provocadas pela prática de esportes de inverno. Torções, fraturas e entorses nos joelhos e tornozelos são frequentes durante atividades como esqui e snowboard, especialmente entre iniciantes.
Também existem riscos que nem sempre são considerados pelos viajantes, como o mal de altitude, que pode provocar enjoo, dores de cabeça intensas e problemas respiratórios. Queimaduras de pele causadas pela radiação solar refletida na neve e casos de hipotermia também podem ocorrer, principalmente entre pessoas que não estão acostumadas a temperaturas muito baixas.
Outro ponto de atenção envolve as bagagens. Equipamentos de esqui e snowboard são volumosos, frágeis e de alto valor. Em caso de extravio ou avaria, o prejuízo pode afetar tanto o orçamento quanto a experiência da viagem.
Luciana destaca ainda os impactos financeiros de cancelamentos de atividades pré-pagas, como aulas de esqui e bilhetes de teleférico. Caso o viajante sofra um acidente ou passe mal no início da viagem e não consiga participar das atividades, poderá perder todo o valor investido se não contar com uma cobertura adequada.
Na avaliação da Hero, algumas coberturas podem fazer diferença durante uma viagem ao Chile, especialmente em roteiros que incluem regiões remotas ou atividades de maior risco. Entre elas estão o traslado médico e a repatriação sanitária.
“Em regiões remotas como o Atacama ou Torres del Paine, uma remoção aeromédica pode custar dezenas de milhares de dólares”, explica a executiva.
A proteção para bagagens especiais, como equipamentos de esqui e snowboard, também merece atenção. A Hero oferece o combo My Hero: Neve, desenvolvido para atender situações específicas desse tipo de viagem, incluindo o reembolso de aulas de esqui ou snowboard pré-pagas e bilhetes de teleférico quando o viajante não consegue utilizá-los em razão de acidente ou doença.
Além dessas coberturas, Luciana cita a importância de contar com proteção para cancelamento de viagem, atraso e extravio de bagagem e assistência jurídica no destino.
Segundo ela, os planos da Hero também incluem telemedicina com o Hospital Israelita Albert Einstein, assistência 24 horas trilíngue, em português, inglês e espanhol, e reembolso em até 72 horas após o envio da documentação.
Um dos principais erros cometidos pelos brasileiros, segundo Luciana, é escolher o Seguro Viagem apenas pelo preço, sem avaliar se as coberturas são compatíveis com o perfil da viagem.
“Uma pessoa que vai esquiar no Valle Nevado tem necessidades completamente diferentes de alguém que vai passar uma semana em Santiago visitando vinícolas”, destaca.
Outro cuidado está relacionado aos limites de cobertura para despesas médicas. Para viagens ao Chile, a Hero recomenda, no mínimo, US$ 30 mil. Em roteiros que incluem esportes de inverno, altitude ou regiões remotas, a orientação é considerar planos com cobertura de US$ 50 mil ou mais.
“A prática esportiva também precisa ser verificada com atenção, já que muitos seguros excluem esportes de aventura e de inverno das condições gerais, e o viajante só descobre isso na hora que precisa acionar”, afirma a diretora.
Para ela, deixar a contratação para a última hora ou acreditar que “não vai acontecer nada” também são equívocos recorrentes. “A verdade é que o seguro viagem não é um custo, é a proteção de todo o investimento que a pessoa fez na viagem, além de ser o respaldo para situações que fogem completamente do controle.”
Nesse cenário, o corretor de seguros pode atuar como um consultor, ajudando o viajante a identificar as coberturas mais adequadas para o destino e para as atividades previstas no roteiro.
“O corretor de seguros é peça-chave nesse processo porque ele é quem conhece profundamente o produto e consegue traduzir as necessidades do viajante em uma proteção adequada”, ressalta Luciana.
Para ela, a orientação deve considerar fatores como o destino, o período da viagem, o tipo de hospedagem, as atividades planejadas e os riscos envolvidos. Explicar que o Chile não oferece atendimento médico gratuito a turistas e que uma fratura durante a prática de esqui pode gerar uma conta elevada são formas de mostrar ao cliente a importância do seguro.
“Não se trata de simplesmente vender uma apólice, o corretor atua como um consultor, identificando o perfil do cliente, o destino, as atividades que serão praticadas e os riscos envolvidos”, afirma.
A executiva acrescenta que o corretor bem informado consegue apresentar soluções mais adequadas e ampliar a percepção de valor do produto. “Acreditamos que o corretor bem informado vende melhor, gera mais valor para o cliente e constrói uma relação de confiança que se mantém ao longo do tempo.”
Para atender a diferentes perfis de viajantes, a Hero aposta em conteúdos, ferramentas e combos personalizáveis, como o My Hero: Neve. A proposta é permitir que o corretor apresente alternativas sob medida para quem pretende visitar o Chile, seja para aproveitar a temporada de neve, explorar regiões de altitude ou realizar uma viagem turística convencional.

