A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regula os planos de saúde, atualizou seu Painel de Contratantes de Planos de Saúde Coletivos. A nova edição entrou no ar nesta quinta-feira. Cerca de 84% a 85% dos beneficiários de planos de saúde no Brasil estão em planos coletivos. Ao contrário dos planos individuais, os coletivos não possuem teto definido pela ANS. O que ocorre é a livre negociação entre empresas e operadoras uma vez por ano. A agência reguladora fica com o encargo de monitorar.
Em 2025, o setor de saúde suplementar no Brasil movimentou receitas totais na casa de R $ 391,6 bilhões. Os planos coletivos foram os principais responsáveis por esse faturamento, com reajustes que giram em torno de 9,9%. Esse volume financeiro gerou um lucro líquido recorde de R $ 24,4 bilhões para as operadoras de planos de saúde, impulsionado pela queda da sinistralidade e por reajustes de mensalidades. Além disso, o setor arrecadou bilhões através de aplicações financeiras, com um resultado financeiro que somou R $ 14,7 bilhões.
Os planos coletivos podem ser empresariais (vinculados ao CNPJ) e por adesão (contratados via sindicatos ou associações). O plano de saúde coletivo é contratado por meio de uma pessoa jurídica (empresas, sindicatos ou associações) para um grupo específico. Pode ser empresarial (para funcionários) ou por adesão (para associados de entidades de classe ou estudantes). Eles costumam ter mensalidades menores, mas seus reajustes são definidos pela sinistralidade do grupo.
O novo Painel de Contratantes de Planos de Saúde Coletivos incorporou informações sobre as empresas que contratam planos de assistência médica e/ou planos exclusivamente odontológicos para seus funcionários, com dados referentes até dezembro de 2025.
“O Painel de Contratantes possibilita o cruzamento de dados sobre empresas contratantes, beneficiários, planos de saúde e operadoras, considerando variáveis como setor de atividade, porte, tipo de contratação, cobertura assistencial e abrangência geográfica, entre outras”. A ferramenta serve para ajudar a entender melhor o mercado desses planos coletivos, com base em dados e indicadores sobre essas empresas.
Segundo a ANS, o painel é alimentado por muitas fontes de dados, dentre elas, o Sistema de Informações de Beneficiários (SIB) da ANS, a base do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), da Receita Federal do Brasil; a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), coordenada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que possibilita a avaliação por setor econômico – indústria, comércio, transporte etc.
Os dados apresentados no painel compreendem os vínculos de beneficiários de planos coletivos de assistência médica e exclusivamente odontológica, constantes no SIB/ANS. É possível realizar consultas de dados dos últimos 5 anos, além de permitir filtrar os dados referentes ao número de contratantes e ao número de beneficiários.

