A revisão da estratégia de vacinação contra a dengue pelo Ministério da Saúde recolocou a doença no centro do debate nacional. Embora a descontinuação temporária da vacinação com o imunizante do Instituto Butantan seja apenas uma reavaliação técnica, o aumento recorrente dos casos de dengue, impulsionado por fatores como mudanças climáticas e urbanização, intensifica a preocupação com os impactos econômicos da doença, como afastamentos, internações e perda de produtividade, que comprometem o orçamento familiar e elevam os custos operacionais das empresas.
Na avaliação do corretor de seguros e presidente do Sincor-MG, Gustavo Bentes, a interrupção, ainda que temporária, de uma estratégia de vacinação em massa eleva a percepção de risco e faz com que pessoas e empresas passem a olhar com mais atenção para mecanismos de proteção financeira.
“Para as famílias, o receio de ver o responsável financeiro internado ou impossibilitado de trabalhar liga o alerta para a necessidade de reservas de emergência ou mecanismos que garantam a renda. No caso das empresas, o grande fantasma é o absenteísmo em massa. Setores que dependem de mão de obra presencial ou especializada sabem que múltiplos afastamentos simultâneos por dengue podem travar a produtividade e gerar custos extras com substituições temporárias”, afirma.
Segundo Bentes, diferentes modalidades de seguros podem reduzir esses impactos. O seguro saúde ou plano de saúde facilita o acesso a consultas, exames e internações, principalmente nos casos mais graves, evitando despesas inesperadas com atendimento particular.
Já a cobertura Diária por Incapacidade Temporária (DIT) garante uma indenização pelos dias em que o segurado permanece afastado das atividades profissionais. Como a dengue costuma provocar períodos de recuperação entre sete e quinze dias, essa proteção é especialmente relevante para profissionais autônomos e trabalhadores cuja renda depende da atividade diária.
Outra alternativa é o seguro de vida com coberturas em vida, como a Diária de Internação Hospitalar (DIH), que paga uma indenização por cada dia de internação. O recurso pode ser utilizado para cobrir medicamentos, despesas extras ou compensar a perda de renda durante a recuperação.
O presidente do Sincor-MG observa que o aumento dos casos também tem influenciado a forma como empresas estruturam seus benefícios corporativos. “Nas empresas, benefícios de saúde e bem-estar deixaram de ser apenas um atrativo de RH e passaram a integrar a estratégia de continuidade dos negócios. Cresceu a procura por planos de saúde com melhor cobertura regional e, principalmente, por programas de telemedicina, que evitam que colaboradores enfrentem prontos-socorros lotados durante os períodos de maior incidência da doença”, detalha.
No mercado individual, Bentes destaca que cresce o interesse por seguros de vida com coberturas que podem ser utilizadas ainda em vida, como proteção para internações, doenças graves e incapacidade temporária, ampliando a percepção do seguro como ferramenta de planejamento financeiro.
Para ele, esse movimento reforça o papel consultivo do corretor de seguros. “O corretor moderno deixou de ser apenas um vendedor de apólices para se tornar um consultor de riscos e um educador financeiro. Ele ajuda famílias e empresas a enxergar o impacto financeiro de um afastamento prolongado e identifica quais coberturas fazem mais sentido para cada realidade”, compartilha.
O especialista acrescenta que essa atuação personalizada permite estruturar soluções adequadas para diferentes perfis, contribuindo para que um problema de saúde não comprometa o patrimônio das famílias nem a continuidade das operações das empresas.

