O Rio de Janeiro tem o seguro de carro mais caro entre as capitais brasileiras analisadas pela Creditas Seguros. Em julho, a cidade registrou as maiores cotações para todos os dez veículos que compõem o ranking dos carros mais vendidos do país, tanto para homens quanto para mulheres.
O caso que mais chama atenção é o do BYD Song Plus, cujo seguro chegou a R$ 13.716,70 para o perfil masculino e R$ 13.547,68 para o feminino.
O valor é muito superior ao encontrado em outras capitais. Em São Paulo, por exemplo, a mesma apólice custou cerca de R$ 3,3 mil nos dois perfis.
O levantamento mensal da Creditas considera as cotações dos dez modelos mais vendidos em cada período em 11 capitais brasileiras. Os valores apresentados são as menores cotações encontradas entre as seguradoras consultadas para os perfis analisados.

A diferença aparece também em modelos mais baratos.
Para um Volkswagen Tera, por exemplo, o seguro ficou em R$ 5.251,97 no Rio para homens, contra R$ 2.558,60 em São Paulo.
No caso do Chevrolet Onix, foram R$ 3.400,32 no Rio, ante R$ 1.655,95 na capital paulista.
Rio fica muito acima das demais capitais
No caso do BYD Song Plus, a cotação para homens foi de R$ 13.716,70 no Rio, enquanto ficou em R$ 6.459,86 em Vitória, segunda colocada, e em R$ 3.681,88 em Belo Horizonte. Em Florianópolis, o valor foi de R$ 3.307,43.
Para as mulheres, o cenário se repete: o seguro do Song Plus ficou em R$ 13.547,68 no Rio, contra R$ 4.684,99 em Vitória e R$ 3.486,61 em Salvador.
O Rio também liderou com folga em modelos de menor valor. O seguro do Argo, por exemplo, chegou a R$ 4.668,68 para homens e R$ 4.543,54 para mulheres.
No Creta Action, as cotações foram de R$ 4.114,74 e R$ 3.957,50, respectivamente.

Por que o seguro fica mais caro?
De acordo com Marcelo Baseoti, gerente da Creditas Seguros, o preço das apólices é influenciado por fatores como sinistralidade e índices de roubo e furto em determinadas regiões.
A lógica é que, quanto maior o risco de o veículo sofrer um sinistro, ser roubado ou furtado, maior tende a ser o custo para a seguradora proteger aquele automóvel.
Esses fatores, portanto, entram na formação do preço da apólice.
A Creditas ressalta, porém, que a alta observada em julho não está relacionada apenas ao risco das regiões. A composição dos dez carros mais vendidos também mudou.
Dois modelos elétricos, o BYD Dolphin GS e o EX2 Pro, entraram no ranking no mês, o que contribuiu para aumentar a média das cotações.
Segundo a empresa, veículos elétricos e híbridos podem ter impacto maior sobre o preço do seguro por causa do valor do veículo e do custo de reposição de peças em caso de sinistro.
Seguro ficou mais caro em julho
A alta do Rio acontece em um cenário de aumento das apólices em todo o país.
Na média das capitais analisadas, o preço do seguro dos 10 carros mais vendidos passou de R$ 2.542,08 para R$ 2.903,51 para os homens, alta de 14,22% entre junho e julho.
Para as mulheres, a alta foi ainda maior: a média passou de R$ 2.219,03 para R$ 2.696,43, avanço de 21,51%.
Entre os modelos, o BYD Song Plus continuou sendo o mais caro na média nacional. A apólice ficou em R$ 4.611,62 para homens e R$ 4.457,68 para mulheres.
Já o Novo Onix Hatch apresentou os menores valores médios, de R$ 1.925,58 e R$ 1.734,23, respectivamente.
Quais capitais têm os seguros mais baratos?
Florianópolis apresentou os menores valores médios para o perfil masculino, de R$ 2.279,96. Brasília ficou em segundo, com R$ 2.450,75, seguida por Salvador, com R$ 2.518,33.
Entre as mulheres, Florianópolis também teve a menor média, de R$ 2.273,56. Na sequência aparecem São Paulo, com R$ 2.363,99, e Brasília, com R$ 2.382,61.

