Home equity é o empréstimo que uma pessoa ou uma empresa contrata usando um imóvel já quitado, ou quase quitado, como garantia. É uma modalidade que vem crescendo rápido no Brasil: no primeiro semestre deste ano, as concessões somaram R$ 6,67 bilhões, alta de 30,9% sobre o mesmo período do ano passado, segundo a ABECIP. A carteira total chegou a R$ 34,1 bilhões, um crescimento de 27% em doze meses.
O avanço não é sazonal, e a causa dele é identificável. O Marco Legal das Garantias, a Lei 14.711 de 2023, reorganizou as regras de constituição e de execução de garantias no país. A parte que mais afeta essa modalidade ganhou regulamentação do Conselho Monetário Nacional e passou a valer em 1º de julho de 2025: desde então, o mesmo imóvel pode ser usado como garantia em mais de uma operação de crédito, respeitada a ordem de registro entre os credores. Um bem que antes ficava travado em um único contrato passou a comportar novas operações, e foi a partir daquela data que a linha engatou o crescimento consistente que aparece nos números da entidade.
A garantia real também muda o preço, porque muda o risco. Com um imóvel respondendo pela dívida, a instituição financeira reduz a expectativa de perda e consegue oferecer uma condição bem diferente da de uma linha sem garantia. As operações de home equity trabalham com taxas entre 1,12% e 1,80% ao mês, enquanto o empréstimo pessoal tradicional tem taxa média de 6,67% ao mês, de acordo com a ABECIP. O prazo médio contratado é de treze anos e o valor liberado equivale, em média, a um terço do imóvel apresentado como garantia. É o desenho de um crédito longo, de ticket alto e com um bem relevante amarrado ao contrato.
Os números do setor já registram o movimento. Entre janeiro e abril, os pagamentos do seguro de crédito cresceram 24,9% e os do seguro habitacional, 17,1%, segundo a CNseg, dois dos maiores avanços do período em um quadrimestre no qual o volume total de pagamentos do mercado caiu 4,6%. As linhas que acompanham o crédito seguiram na contramão do agregado.
Para quem opera bancassurance, um crédito que cresce 30,9% em um semestre não gera apenas mais contratos. Ele gera mais jornadas em que a decisão de proteção acontece no mesmo instante da decisão de crédito, no mesmo canal e diante do mesmo atendimento. Isso desloca a exigência para a operação: a oferta precisa estar desenhada para o momento em que o cliente assina o financiamento, a régua de distribuição precisa acompanhar um contrato longo e a leitura de mercado precisa chegar antes da mudança de ciclo.
É nessa camada que a Wiz Co atua. Como corretora completa de seguros, especializada em bancassurance e na distribuição de consórcio e crédito, a companhia estrutura a leitura do ciclo de crédito e patrimônio, desenha a oferta de proteção aderente a cada jornada e organiza os métodos de distribuição e a gestão de desempenho ao longo do contrato, enquanto a distribuição acontece nos canais de relacionamento das instituições parceiras.
A onda de crédito com garantia real não é um movimento passageiro do mercado imobiliário. Ela nasceu de uma mudança de regra que segue valendo e que ampliou de forma estrutural o que um imóvel pode sustentar em financiamento. Para quem distribui crédito, cada operação nova é também uma operação a proteger, e ler as duas pontas na mesma mesa é o que separa uma carteira que cresce de uma carteira que cresce protegida.
Fontes: ABECIP (concessões e carteira de home equity no 1º semestre de 2026; taxas, prazo e percentual médio liberado) e CNseg (crescimento dos pagamentos por segmento, janeiro a abril de 2026). Marco Legal das Garantias: Lei 14.711/2023, com a regulamentação do Conselho Monetário Nacional em vigor desde 1º de julho de 2025.

