Notícias | 31 de março de 2022 | Fonte: CQCS l Alícia Ribeiro

Os efeitos da guerra para o Setor de Seguros

As empresas de seguro já sentem e repassam os efeitos do conflito na Ucrânia. O mais imediato é um aumento das apólices, pela elevação dos riscos e do custo de capital. Para setores como aviação, agronegócio e segurança cibernética, as perdas parecem inevitáveis e os impactos já são reais. As informações são de uma matéria veiculada pelo Valor Econômico nesta quinta-feira (31).

Limitar a exposição ao conflito é a regra geral. Com as sanções à Rússia, nenhuma seguradora aceita mais contrato que envolva o país. Com a dependência do Brasil aos fertilizantes russos e ucranianos, seguradoras que atuam no setor agropecuário já registram alta no volume de roubos de carga. “Embora se fale em três a quatro meses de estoque, a possibilidade de escassez aumenta os riscos”, explicou Thiago Tristão, vice-presidente de riscos corporativos da MDS.

Entretanto, os efeitos da guerra não são iguais para todos. Para a Gallagher do Brasil, a previsão de impacto é pequena porque os negócios do grupo na Rússia são pequenos. Dos US$ 8,2 bilhões de faturamento no ano passado, apenas US$ 6 milhões foram na Rússia. “O maior impacto da guerra no mercado segurador é a instabilidade política internacional e o custo de capital”, afirma Rodrigo Protásio, presidente da Gallagher do Brasil.

As seguradoras também não estão mais aceitando seguro de navios e cargas transportadas para a Rússia ou vindas de lá. A participação russa na economia brasileira é pequena, o que reduz o impacto direto da guerra no país, segundo alguns executivos. Mas há temor de novos desdobramentos.

Um dos impactos mais temidos é o do uso de ciberataques. A guerra também apresenta uma batalha paralela de desinformação, fake news e exposição a vírus cibernéticos, além do conflito armado. Os ataques pela internet representam uma dificuldade extra para uma seguradora provar a ligação entre a guerra e a invasão cibernética, o que a livraria de prejuízos.

A Austral Seguradora até agora sentiu pouco reflexo da guerra em sua carteira. “O Brasil pode ser um porto seguro no cenário global”, diz Rodrigo Campos, diretor de subscrição da Austral. Ele vislumbra a possibilidade de um incremento na indústria nacional de petróleo para suprir o mercado internacional, o que exigiria seguro para novos campos e ativos de exploração e produção, e em uma ampliação do ainda incipiente mercado brasileiro de seguros contra os ataques cibernéticos.

FAÇA UM COMENTÁRIO

Esta é uma área exclusiva para membros da comunidade

Faça login para interagir ou crie agora sua conta e faça parte.

FAÇA PARTE AGORA FAZER LOGIN

Valorizamos sua privacidade

O CQCS utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdos e analisar o nosso tráfego. Ao continuar navegando, você concorda com o uso dessas tecnologias, de acordo com a nossa Política de Privacidade.

Personalizar preferências de consentimento

NecessárioSempre ativo

Estes cookies são essenciais para o funcionamento adequado do site, garantindo recursos básicos de segurança e acessibilidade. Eles não armazenam nenhuma informação pessoal identificável.

Funcional

Permitem que o site lembre das suas escolhas e forneça funcionalidades aprimoradas e personalizadas, como compartilhamento em redes sociais e integração de recursos de terceiros.

Sem cookies para exibir.

Analítico

Ajudam a entender como os visitantes interagem com o site, coletando e relatando informações de forma anônima. Fornecem dados sobre número de visitantes, tempo na página e fontes de tráfego.

Desempenho

Utilizados para compreender e analisar os principais índices de desempenho do site, ajudando a proporcionar uma experiência de navegação otimizada para os usuários.

Sem cookies para exibir.

Anúncio

Usados para fornecer anúncios mais relevantes aos visitantes com base em suas navegações anteriores, além de ajudar a medir a eficácia das campanhas publicitárias.

Sem cookies para exibir.