Notícias | 26 de novembro de 2024 | Fonte: Metrópoles

Operadoras são condenadas por cancelar plano de saúde de jovem com TEA

Acusadas de cancelar o contrato do plano de saúde de um adolescente diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA) de forma forma unilateral, as empresas Qualicorp Administradora de Benefícios S/A e Amil Assistência Médica Internacional S/A foram condenadas a pagar R$ 5 mil ao jovem, como indenização por danos morais. A decisão, da qual cabe recurso, é da 3ª Vara Cível de Taguatinga.

O adolescente foi diagnosticado com TEA e, por isso, dependia de tratamento de saúde contínuo e multidisciplinar. Entretanto, mesmo com os pagamentos em dia, as empresas entraram em contato com a família dele para informar sobre o cancelamento unilateral do contrato, sem indicação de migração para outro plano para manutenção dos atendimentos.

A defesa da Qualicorp argumentou que o cancelamento partiu da operadora do plano de saúde – a Amil –, não pela administradora de benefícios, e afirmou não ter responsabilidade diante do ocorrido.

Já os advogados da Amil sustentaram que o cancelamento se deu de forma legítima, de forma validada pelas cláusulas contratuais. Os representantes da empresa acrescentaram que “a prestação universal da saúde é dever do Estado, não da operadora”.

Contudo, durante o julgamento, a Justiça do Distrito Federal avaliou que as rés não observaram o prazo mínimo de 60 dias de comunicação prévia e que as operadoras de saúde devem disponibilizar plano ou seguro de assistência no caso de cancelamento do benefício.

A juíza destacou, ainda, que a operadora do plano deve garantir a continuidade da assistência a quem está em tratamento, até a alta, mesmo depois de rescisão do contrato. Além disso, a magistrada lembrou que a interrupção do processo terapêutico do paciente causa riscos à integridade dele.

Com base nisso, as empresas foram condenadas a indenizar o adolescente em R$ 5 mil por danos morais, a manter o plano de saúde do jovem e a garantir os cuidados assistenciais prescritos a ele.

Metrópoles contatou ambas as empresas. A Qualicorp informou que não comenta processos jurídicos em andamento ou casos específicos, e a Amil comunicou que o paciente está com o plano de saúde ativo, que o benefício “não foi cancelado em momento algum” e que o jovem tem participado das terapias normalmente.

FAÇA UM COMENTÁRIO

Esta é uma área exclusiva para membros da comunidade

Faça login para interagir ou crie agora sua conta e faça parte.

FAÇA PARTE AGORA FAZER LOGIN

Valorizamos sua privacidade

O CQCS utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdos e analisar o nosso tráfego. Ao continuar navegando, você concorda com o uso dessas tecnologias, de acordo com a nossa Política de Privacidade.

Personalizar preferências de consentimento

NecessárioSempre ativo

Estes cookies são essenciais para o funcionamento adequado do site, garantindo recursos básicos de segurança e acessibilidade. Eles não armazenam nenhuma informação pessoal identificável.

Funcional

Permitem que o site lembre das suas escolhas e forneça funcionalidades aprimoradas e personalizadas, como compartilhamento em redes sociais e integração de recursos de terceiros.

Sem cookies para exibir.

Analítico

Ajudam a entender como os visitantes interagem com o site, coletando e relatando informações de forma anônima. Fornecem dados sobre número de visitantes, tempo na página e fontes de tráfego.

Desempenho

Utilizados para compreender e analisar os principais índices de desempenho do site, ajudando a proporcionar uma experiência de navegação otimizada para os usuários.

Sem cookies para exibir.

Anúncio

Usados para fornecer anúncios mais relevantes aos visitantes com base em suas navegações anteriores, além de ajudar a medir a eficácia das campanhas publicitárias.

Sem cookies para exibir.