Notícias | 14 de julho de 2026 | Fonte: Canal Rural

Estudo da FGV revela queda na área com seguro rural e crescimento de resseguradoras

Um levantamento realizado pelo Observatório do Crédito e Seguro Rural da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que a área protegida com seguro rural no Brasil caiu de 3,4 milhões para 3,2 milhões de hectares entre as safras de 2021 e 2025. O estudo revela que o alto custo de contratação de apólices e a baixa cobertura têm levado os produtores a optar por plantar sem seguro.

Impacto da redução da área segurada

Com o avanço de problemas climáticos, como secas e excesso de chuvas, a área segurada deveria crescer, mas o seguro rural se tornou um artigo de luxo para muitos produtores.

Desafios enfrentados pelos produtores

  • A falta de crédito e o endividamento têm levado os produtores a contratar menos seguro rural.
  • No Rio Grande do Sul, muitos produtores enfrentam dificuldades para acessar o Proagro e outros seguros rurais.
  • Os cortes no programa de subvenção do prêmio do seguro rural tornaram a contratação praticamente impossível.

Crescimento das resseguradoras

Em meio a esse cenário, as resseguradoras têm ganhado espaço, assumindo parte dos riscos das seguradoras. A Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber) destaca que essas empresas diluem os riscos e oferecem capacidade financeira para cobertura diante das perdas. O setor de resseguros cresceu nos últimos anos, tornando-se uma operação sofisticada que exige que as seguradoras tenham condições adequadas para a assunção de risco.

Consequências das perdas climáticas

Um estudo do Centro Internacional Celso Furtado revelou que as perdas severas por clima nas últimas safras causaram uma baixa de R$ 10 bilhões por ano no agronegócio brasileiro. Com a diminuição da área segurada, as ferramentas privadas, como o resseguro, devem avançar para garantir cobertura e estabilidade para seguradoras e instituições financeiras.

Os resseguradores desempenham um papel fundamental, oferecendo suporte e condições para que os produtores tenham a certeza de que receberão as indenizações contratadas. A participação deles é crucial para o resultado do setor, pois eles também desenvolvem estudos sobre os riscos de cada cultura em diferentes regiões.

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