O impacto das novas tecnologias sobre o mercado de seguros foi tema da 22ª edição do CSP-Bahia Podcast, transmitida pelo canal do CSP-Bahia — Clube de Seguros de Pessoas da Bahia no YouTube. O programa foi apresentado pelo presidente da entidade, Antonio Daniel Mota, e pelo vice-presidente, Ulisses Brito, com a participação do fundador do CQCS, Gustavo Doria Filho.
Durante a abertura, Antonio Daniel Mota destacou a importância da participação de Gustavo Doria Filho e informou que o programa também marcaria o lançamento da quarta edição do Prêmio CSP Bahia. “Hoje é um dia muito especial porque temos o podcast do CSP Bahia e pela pessoa que estamos recebendo. É uma honra muito grande receber Gustavo Doria para este bate-papo”, afirmou Antonio Daniel Mota.
Ulisses Brito explicou que o objetivo da conversa era recuperar a história do CQCS e discutir as transformações provocadas pela tecnologia, pelas insurtechs e pela inteligência artificial no setor de seguros. “Queremos conhecer um pouco dessa história, entender como começou o CQCS e conversar sobre tecnologia e insurtechs, principalmente dentro do nosso segmento de seguros”, declarou o vice-presidente.
Ao relembrar sua trajetória, Gustavo Doria Filho afirmou que o CQCS surgiu após o encerramento de um projeto empresarial chamado Click Seguros, iniciativa que definiu como uma das primeiras experiências brasileiras no segmento das insurtechs e do multicálculo de seguros. A partir dessa experiência, identificou na expansão da internet uma oportunidade para criar uma comunidade digital voltada aos profissionais do setor.
O projeto começou em 2001 com a proposta de aproximar corretores, seguradoras, prestadores de serviços e demais integrantes do ecossistema. “O CQCS nasceu como um projeto individual de uma comunidade online de profissionais de seguros e chegou aos 25 anos como uma instituição considerada por muitos a quarta via do setor, abraçando todo mundo e dando voz às pessoas”.
Para ele, o mercado está entrando no que chamou de “era da convergência”, caracterizada pela atuação conjunta dessas tecnologias. No mercado de seguros, essa convergência deverá modificar processos de atendimento, distribuição, análise de informações, prospecção de clientes e comercialização de produtos.
O empresário também afirmou que a tecnologia não substitui integralmente a sensibilidade necessária para compreender as necessidades dos clientes. Na avaliação dele, a inteligência artificial poderá destacar ainda mais o valor do relacionamento humano. “A inteligência artificial não vai pensar igual a nós. O processo de perceber que uma pessoa está sofrendo e oferecer a palavra de conforto de que ela precisa ainda depende da sensibilidade humana”, disse.
Doria recomendou que corretores e empresas utilizem a inteligência artificial como instrumento de apoio, treinando as ferramentas de acordo com seus objetivos e processos. Segundo ele, a tecnologia não deve ser tratada como uma solução automática ou como substituta da capacidade profissional. “O que diferencia não é apenas a ferramenta, mas quem a pilota. É preciso escolher uma inteligência artificial, treiná-la para o seu propósito e lembrar que ela veio para facilitar, não para servir como muleta”, afirmou.
Ao encerrar sua participação, Gustavo Doria Filho elogiou o trabalho desenvolvido pelo CSP-Bahia e destacou a importância da entidade para a integração e a qualificação dos profissionais do mercado segurador baiano.
Durante o programa, o CSP-Bahia também anunciou a quarta edição do Prêmio CSP Bahia, marcada para 16 de outubro, em Salvador. A jornalista Silvana Freire foi apresentada como responsável pela condução da cerimônia, enquanto Paulo Storani, capitão veterano do Batalhão de Operações Policiais Especiais, antropólogo e consultor dos filmes Tropa de Elite 1 e 2, foi anunciado como palestrante.

