Notícias | 8 de maio de 2024 | Fonte: CQCS l Bárbara Maria

Como as fortes chuvas no Rio Grande do Sul afetam o seguro auto? 

Foto reprodução R7

Desde de abril, as fortes chuvas que atingiram o Rio Grande de Sul tem causado muita destruição, mais de 250 cidades e pelo menos 350 mil moradores foram afetados. Além de mortes e um alto número de desaparecidos, as pessoas também tiveram danos em imóveis e veículos. Diante disso, no setor de seguros, principalmente o auto, já se aguarda um número significativo de sinistros reportados, mas será que o seguro de automóvel cobre um desastre natural? Fred Almeida, sócio na BM&X Consultoria e Corretora de Seguros, em entrevista ao CQCS, respondeu essa e outras possíveis dúvidas sobre o assunto. 

Segundo Fred, os segurados estarão protegidos desde que o seguro contratado tenha cobertura compreensiva. “Se for uma cobertura apenas de incêndio, roubo e furto não cobrirá”, explica. Além disso, Almeida chamou atenção para os desafios que seguradoras e segurados podem vir a ter.  “A maior preocupação agora, será realizar o pagamento dos sinistros de uma maneira bastante célere e o menos burocrática possível”, afirma. 

“As seguradoras passaram por algo parecido durante a pandemia da COVID, todavia com a cobertura de pessoas. Agora, em relação ao automóvel, o raciocínio deve ser o mesmo, fazer a indenização chegar rápido a quem precisa”, completa ele. 

Durante a entrevista, Fred Almeida explicou que um evento como esse movimenta toda engrenagem das seguradoras, porém é como se a demanda de meses ou mesmo de um ano todo fosse antecipada e acontecesse em um único evento. “Muitas seguradoras com certeza precisarão acionar seus planos de contingência para dar conta de todos esses trâmites”, avalia. 

Um desafio a médio prazo, será no aumento da sinistralidade em virtude desse evento, que provavelmente vai impactar no preço do seguro. Fred analisa que seja possível que a aceitação de veículos da região possa passar por esse agravo no prêmio, ou então exclusão da cobertura de alagamento, e até mesmo recusa por parte das seguradoras.

Por fim, Fred fez uma alerta em relação ao acionamento de contratos de resseguros. “Seguradoras cuja sinistralidade seja muito alta, podem vir a acionar o resseguro, e esse acionamento também impacta no valor desses contratos, que por sua vez, impacta no preço do seguro para o cliente final”, finaliza. 

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