Comprar a casa própria é uma das decisões financeiras mais importantes para as famílias brasileiras, mas o planejamento relacionado à moradia não termina na assinatura do contrato. Da escolha da forma de aquisição à proteção do patrimônio, passando pelos imprevistos que surgem no dia a dia, ter um imóvel envolve decisões financeiras em diferentes momentos da vida.
A dimensão desse mercado ajuda a colocar essa jornada em perspectiva. Em julho, a CAIXA anunciou que sua carteira de crédito habitacional alcançou, pela primeira vez, R$ 1 trilhão, crescimento de 14,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Minha Casa, Minha Vida responde por 58,4% desse valor, com contratações que contemplam famílias de diferentes faixas de renda.
Nesse cenário, dados da CAIXA Consórcio, CAIXA Residencial e CAIXA Assistência, joint-ventures da CAIXA Seguridade, ajudam a mostrar como o planejamento relacionado à moradia pode assumir diferentes formas antes e depois da conquista do imóvel.
Planejar a compra: quem está recorrendo ao consórcio?
Para quem pode programar a aquisição no médio ou longo prazo, o consórcio imobiliário é uma das alternativas disponíveis. Sem cobrança de juros, embora conte com taxa de administração e demais encargos previstos em contrato, a modalidade permite organizar a compra de acordo com os objetivos e o horizonte financeiro de cada família.
Na CAIXA Consórcio, o perfil dos clientes revela diferentes momentos em que o consumidor pode começar a jornada de construção de patrimônio. Atualmente, pessoas entre 41 e 50 anos representam 23,88% da carteira de clientes da companhia, e apesar de serem o seu maior público, a empresa também tem olhado para os jovens, oferecendo condições especiais.
O Consórcio da Gente, por exemplo, oferece cartas de crédito de R$ 50 mil a R$ 200 mil e condições diferenciadas para pessoas físicas com renda de até R$ 7 mil e pequenos empreendedores, ampliando as possibilidades de acesso ao planejamento imobiliário para quem está no começo da jornada.
O movimento acompanha uma transformação no perfil do consumidor que pensa em ampliar o patrimônio. Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), pessoas de 18 a 30 anos estão entre os públicos com maior potencial para o consórcio imobiliário.
Outro recurso que pode fazer parte desse planejamento é o FGTS. O saldo do Fundo pode ser utilizado no consórcio imobiliário para complementar o valor da carta de crédito contemplada na compra do imóvel, ofertar lance para aumentar as chances de antecipar a contemplação e amortizar ou liquidar o saldo devedor, desde que sejam atendidas as regras estabelecidas para utilização do recurso.
A possibilidade amplia as alternativas para quem busca organizar financeiramente a compra e aproveitar recursos já acumulados para viabilizar ou antecipar a aquisição da casa própria.
Depois das chaves, quais são os principais riscos para o imóvel?
A aquisição inaugura uma nova etapa do planejamento. Para muitas famílias, o lar representa um dos principais patrimônios construídos ao longo da vida e eventos inesperados podem gerar prejuízos capazes de comprometer o orçamento.
O seguro habitacional, obrigatório por lei após o financiamento, é o primeiro passo de proteção nesse momento. Com o objetivo de garantir cobertura para riscos relacionados ao imóvel ou ao proprietário, essa é uma das coberturas mais tradicionais, oferecendo garantia econômica para as famílias e concedendo proteção ao imóvel desde o início do financiamento.
Dentro do seguro habitacional, as duas principais coberturas para começar a vida no novo lar são a de Danos Físicos ao Imóvel (DFI), que cobre imprevistos como alagamentos, vendavais, explosões, incêndios e desmoronamentos, e a de Morte e Invalidez Permanente (MIP), que protege as condições financeiras do proprietário e da família em caso de morte ou invalidez permanente durante o período do financiamento.
O cliente também pode contratar uma cobertura extra, não obrigatória, que garante proteção aos bens pessoais dentro do imóvel. A cobertura de Danos Físicos ao Conteúdo (DFC) é oferecida pela CAIXA Residencial durante e após o momento do contrato imobiliário, podendo ser contratado no melhor momento desejado ao longo de todo o financiamento.
Diferente do DFI, que cobre o imóvel, o DFC protege os demais bens que ficam dentro do lar, como móveis, eletrodomésticos e bens pessoais, contra diversos riscos, e também disponibiliza sorteios mensais de até R$ 750 mil, de acordo com o produto contratado, que podem quitar o financiamento.
Além do seguro habitacional, a CAIXA Residencial também oferece outras soluções no seguro residencial com proteções para diferentes tipos de ocorrências, de acordo com as coberturas contratadas, contribuindo para reduzir o impacto financeiro de eventos inesperados sobre um patrimônio construído ao longo de anos. Além disso, o produto também conta com sorteios mensais de R$ 20 mil que podem auxiliar no orçamento familiar.
Levantamento da CAIXA Residencial, de janeiro a julho de 2026, mostra que as coberturas de danos elétricos, para vendaval, furacão, ciclone, tornado e granizo, bem como de quebra de vidros, espelhos, mármores e granitos foram as três proteções mais acionadas neste período, sendo responsáveis por cerca de 80% dos sinistros indenizados do seguro residencial.
Vazamento, pane elétrica e fechadura: os imprevistos que aparecem no dia a dia
Além dos eventos capazes de causar prejuízos maiores, a rotina de uma residência também envolve problemas menores, mas que podem exigir a contratação emergencial de profissionais e gerar despesas não previstas no orçamento.
Nesse contexto, os serviços de assistência, acoplados no seguro residencial, podem contribuir para tornar determinados gastos inesperados mais previsíveis. Em vez de buscar e contratar um profissional somente no momento da emergência, o consumidor conta com uma rede de atendimento para as situações previstas no plano, de acordo com as condições contratadas.

