Notícias | 28 de junho de 2024 | Fonte: CQCS | Adriane Sacramento

Carlos de Paula é o novo presidente da Prevdata

Carlos de Paula é o novo presidente da Prevdata, o fundo de pensão da Dataprev. De Paula – que já fez parte de entidades como a Superintendência de Seguros Privados (Susep), Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) – foi nomeado para o cargo no último dia 18 de junho, a partir de um processo seletivo.

De Paula é formado em Direito e pós-graduado em Gestão de Pessoas. Atuou como diretor na Susep e diretor executivo da FenaPrevi; como membro do CNPC e do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP); diretor de Análise Técnica e superintendente da Previc; e coordenador do projeto de criação da Previdência Associativa no Brasil. Participou do projeto de desestatização do IRB(Re), entre 2011 e 2014, como diretor e, posteriormente, vice-presidente de Pessoas. Além disso, fazia parte do Comitê de Auditoria da Dataprev.

O novo presidente afirma ser uma honra ingressar nos quadros da entidade. Segundo ele, a Prevdata tem no seu gene a herança e história de sucesso da Dataprev, e a missão agora dar sequência ao bem-sucedido trabalho daqueles que já ocuparam a mesma cadeira. “E, junto com os meu colegas no colegiado e com os colaboradores da entidade, trabalhar para que a Prevdata garanta a sua perenidade pelas próximas décadas a fim de cumprir a sua missão junto aos participantes e assistidos”, destaca.

Com 30 anos de dedicação ao segmento de previdência complementar, De Paula afirma que seu retorno coincide com momento em que dados apontam a necessidade ainda mais premente de um debate técnico, estratégico e justo sobre a revisão dos sistemas. De acordo com o novo presidente, o Regime Geral chega a um ponto crítico, o que traz a necessidade de se discutir a relevância do sistema privado para mitigação dos impactos na adequação do RGPS. Ele cita ainda os desafios do sistema privado de saúde e as transformações do mercado de trabalho pós-pandêmico, além dos efeitos desconhecidos da inteligência artificial.

“Não há um diagnóstico claro entre Estado e Sociedade Civil sobre esse novo cenário”, explica De Paula. As expectativas do novo presidente da Prevdata estão – não unicamente – relacionadas ao enfrentamento desses desafios. “Espero contribuir ativamente para o enfrentamento dessas questões. A sociedade não pode esperar e, a rigor, talvez não tenha clareza dos impactos nefastos dessa pauta nos próximos 10 anos ou 15 anos, se nada for feito”, pontua.

De Paula explica que a previdência complementar, existente formalmente desde os anos 70, teve avanços na regulação e hoje possui um modelo interessante, mas que ainda precisa de aprimoramentos. Segundo ele, a cada ano, os fundos de pensão e seguradoras pagam mais de R$ 100 bilhões em benefícios previdenciários, com quase 30 milhões de pessoas vinculadas. E esse número, aponta o dirigente, pode aumentar significativamente com uma agenda de Estado que transcenda gestões políticas.

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