A Associação Brasileira de Gestão de Riscos (ABGR) realizou, entre os dias 8 e 10 de setembro, no Rio de Janeiro, o XXIII Encontro do Comitê do Setor Elétrico. O evento reuniu profissionais e representantes de empresas para debater temas relacionados à gestão de riscos no segmento energético.
A Jirau Energia participou como anfitriã do encontro, enquanto a Axia Energia e a Engie Brasil Energia atuaram como coanfitriãs. A programação foi direcionada aos integrantes do Comitê do Setor Elétrico da ABGR, representantes do segmento de gás, empresas mantenedoras associadas, convidados e patrocinadores.
O diretor-presidente da ABGR, Luiz Otávio Artilheiro, explicou a dinâmica do encontro entre a entidade e as empresas do setor elétrico. “É um evento de formação e referência entre os gestores de sw e seguros do setor elétrico, que acontece há mais de 20 anos. Temos a oportunidade de visitar as empresas anfitriãs do setor, e esse ano fomos recebidos pela pela Jirau, em conjunto com a Axia e a Engie”.
O encontro teve como foco ampliar a troca de experiências e aprofundar as discussões sobre os principais desafios relacionados à identificação, prevenção e administração de riscos no setor elétrico, considerado estratégico para o funcionamento da economia brasileira.
Fabio Amorim, presidente da Comissão Especial de Energia Elétrica da OAB/RJ (CEELE), relatou detalhes sobre os assuntos abordados durante as plenárias. “Informamos aos participantes em relação do setor elétrico atialmente, quais as perspectivas que temos, todas as ingerências dos agentes institucionais desse serviço e os desafios para o futuro, em especial em relação ao custo da tarifa que são pagos pelos consumidores.
Tatiane Pestana, gerente executiva de Regulação e Relacionamento com Agentes do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), participou do primeiro painel e destacou a importância do gerenciamento de riscos para o segmento. “Participei do primeiro painel, contribuindo com a visão do Operador Nacional Elétrico, onde pontuei os desafios atuais e futuros da operação do setor. Espero que essas informações sejam úteis para quem trabalha nas empresas com gestão de riscos a se prepararem para o futuro do nosso setor.
Além da complexidade operacional, o segmento está inserido em um ambiente de forte regulação e passa por transformações que exigem das empresas atenção crescente à continuidade dos negócios, à segurança das operações e ao gerenciamento de exposições.
Para a assessora do Conselho e Diretoria da ABGR, Marcia Ribeiro, o setor elétrico é extremamente forte, porém, difícil de controlar. “A energia não é considerada facil de ser controlada. É preciso ter a missão de olhar tudo que pode dar errado para poder dar certo, tem que estar aqui exatamente para ver como as outras empresas se comportam, como o setor interage, o que acontece nas diferentes regionalidades, como são os sistemas e as políticas”.
Carlos Rogério Rocha, membro consultor da Comissão Especial de Energia Elétrica da OAB/RJ (CEELE), destacou sua participação como mediador de um dos painéis. “A ideia até do painel que eu participei como moderador foi trazer para os participantes do evento uma visão institucional de todos os setores que tem dentro do Operador Nacional, a Agência Nacional de Energia e também a Câmara de Energia Elétrica”.
A realização do encontro reforça a atuação da ABGR na promoção do intercâmbio de conhecimento entre profissionais e organizações envolvidos com gestão de riscos no mercado brasileiro.

