Nesta sexta-feira (28), teve início o segundo dia do 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, que reúne corretores, lideranças, executivos de seguradoras, autoridades e especialistas para debater os principais desafios, transformações e perspectivas do mercado de seguros no Brasil. A plenária principal contou com a participação de representantes de destaque do setor, que discutiram “A Nova Era da Distribuição de Seguros e o Futuro do Setor”.
Alessandro Octaviani, superintendente da Susep, destacou a importância do seguro para o desenvolvimento da economia brasileira e o papel estratégico dos corretores na ampliação da proteção no país. “Sem seguro, não há futuro para a economia brasileira. Temos uma enorme lacuna securitária no país. Sem corretor de seguros é impossível, e sem distribuição é impossível cumprir essa política nacional. Isso faz parte da sobrevivência do corretor como profissional e da eficiência das empresas. Estamos falando de uma infraestrutura para o desenvolvimento nacional. Precisamos construir uma estratégia nacional de resiliência securitária. O corretor é a correia de transmissão essencial da infraestrutura da economia social chamada seguro”, disse.
Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, ressaltou o papel do corretor na distribuição de seguros e a importância do setor para o desenvolvimento econômico e social. “O mercado de seguros tem uma particularidade: não é o fabricante que faz a distribuição, é o corretor. Quando falamos em expansão, estamos falando da expansão do mercado como um todo. Nós temos uma função absolutamente nobre na economia e na sociedade. O papel do seguro é fundamental para o crescimento dos negócios, para a resiliência das cidades e para a vida das pessoas e das empresas. Para o crescimento econômico, o elemento principal é a gestão de riscos.O seguro é a mola principal que move uma sociedade moderna, desenvolvida e sofisticada”, pontuou.
O CEO da Allianz Seguros, Eduard Folch, afirmou que, para ampliar a penetração dos seguros, é necessário compreender os motivos que afastam parte da população do mercado. “O mercado é grande e representa uma grande oportunidade, mas temos que entender por que esse mercado existe dessa forma. Será que escutamos o suficiente as pessoas que não usam o seguro e as razões para isso?” Folch também chamou atenção para o potencial do seguro de vida. “Cerca de 61% da população brasileira tem um pequeno patrimônio e uma necessidade de ter um seguro de vida. Estamos falando de um grande potencial, de um grande mercado que precisamos atingir”, destacou.
Paulo Kakinoff, CEO do Grupo Porto, destacou o papel dos corretores diante das novas tecnologias e o potencial da inteligência artificial para ampliar a oferta de proteção aos clientes. “Vejo aqui uma oportunidade para os corretores. Somos construtores de soluções que vão gerar oportunidades de proteção. A inteligência artificial pode representar um novo ciclo com os nossos clientes, ao mesmo tempo em que nos permite oferecer aquilo que o cliente mais demanda. As plataformas ganham espaço porque levam a conveniência de uma solução em um único lugar. Podemos ampliar a capacidade de sermos, para os nossos clientes, um único lugar de resolução, e isso só se dá com a ampliação do portfólio. Para o corretor, é de suma importância ser esse lugar”, disse.
O CEO do Grupo HDI, Eduardo Dal Ri, citou a importância do corretor se tornar a principal referência do cliente na contratação de seguros e na identificação de novos riscos. “Quando você tem um cliente com vários acessos, é preciso conquistar a principalidade. Os bancos já trabalham isso há muito tempo. Nosso grande desafio é ter um portfólio amplo para oferecer variedade aos corretores.O corretor tem que refletir se está agindo dessa forma, se o cliente vai ligar para ele quando imaginar um novo risco. A diversificação e a penetração do seguro são importantes. A gana tem que ser renovada em tomar conta do cliente e pensar em qual tipo de risco o cliente está exposto”, pontuou.
Felipe Nascimento, CEO da Mapfre Brasil, afirmou que a inteligência artificial e a tecnologia serão fundamentais para ampliar a distribuição de seguros e aproximar os consumidores das soluções de proteção. “Democratizar a proteção no Brasil é um tema nobre e, quando falamos disso, é quase impossível não falar de tecnologia. As demandas pelos nossos serviços e produtos crescem e, se quisermos escalar, temos que abraçar a tecnologia para encurtar o espaço entre a necessidade e a proteção. O potencial existe e todas as cifras já foram colocadas. O corretor de seguros que embarcar na jornada tecnológica e abraçar a transformação vai substituir aquele que não embarcar”, disse.
O CEO da BradSeg, Ney Dias, destacou o potencial de crescimento do mercado e a importância da união entre seguradoras, corretores e tecnologia para ampliar a proteção da sociedade. “Evoluímos muito, mas ainda temos um grande espaço para crescer em abrangência e cobertura. Com seguradoras e corretores trabalhando em conjunto e utilizando a tecnologia, podemos ampliar a consciência sobre a importância do seguro e construir uma sociedade cada vez mais protegida”, disse.
O vice-presidente Comercial e de Produtos Massificados da Tokio Marine Seguradora, Marcelo Goldmam, destacou que a evolução tecnológica deve ser acompanhada pela capacitação dos corretores. “A tecnologia chegou para beneficiar e avançar todos os processos. O corretor é o elo fundamental e cabe a nós capacitá-lo, porque ele é o canal mais eficiente para vender melhor. Goldmam também ressaltou a importância de preparar os profissionais para as novas ferramentas. “A Tokio tem investido muito nisso. Queremos capacitar os corretores para que entendam a inteligência artificial. O mais importante é tentar encantar os clientes. Esse é o nosso grande desafio”, concluiu.
Com uma programação voltada aos principais desafios e transformações do setor, o 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros fortalece debates sobre temas estratégicos para o setor, reunindo especialistas e lideranças para discutir inovação, tecnologia, inteligência artificial, novas oportunidades de atuação e as perspectivas para o futuro da atividade no país.

