Imagine a situação, você possui um automóvel avaliado em R$ 150 mil, e contrata um seguro, com cobertura no valor máximo de R$ 75 mil, em caso de perda total.
Faz sentido?
Provavelmente não.
Quando protegemos um patrimônio como um carro, um imóvel ou uma empresa, buscamos uma cobertura compatível com o valor real da perda. Afinal, ninguém quer descobrir tarde demais que estava protegido apenas parcialmente.
Mas por que, então, quando o assunto é proteção da própria vida, da renda e da família, tantas pessoas aceitam uma proteção insuficiente?
Essa é uma das maiores incoerências do planejamento financeiro moderno.
Muitas famílias possuem Seguro de Vida, mas com capitais segurados muito abaixo daquilo que realmente necessitariam em caso de morte, invalidez, doença grave ou perda da capacidade de gerar renda.
Na prática, isso significa que existe uma falsa sensação de proteção financeira.
O problema é que, quando ocorre um imprevisto, a realidade financeira da família não diminui proporcionalmente ao valor insuficiente da apólice.
As despesas continuam acontecendo.
Os compromissos permanecem.
O padrão de vida da família precisa ser mantido.
Os sonhos seguem existindo.
Por isso, o Seguro de Vida não deve ser contratado apenas com base no valor que “cabe no bolso” ou em uma decisão superficial focada somente no preço.
Ele precisa ser estruturado de forma estratégica, considerando fatores fundamentais como:
- O padrão de vida da família;
- O tempo necessário para reorganização financeira;
- Educação dos filhos;
- Custos médicos e de saúde;
- Dívidas e financiamentos;
- Planejamento sucessório;
- Proteção da renda futura.
Porque, no final das contas, o maior patrimônio de muitas famílias não está nos bens acumulados ao longo da vida. Está na capacidade de gerar renda daquele que sustenta toda a estrutura familiar. E essa capacidade possui valor econômico. Talvez muito maior do que qualquer carro, imóvel ou investimento.
Proteção financeira eficiente não significa simplesmente possuir um Seguro de Vida. Significa possuir uma cobertura adequada à realidade da vida, dos objetivos e das responsabilidades assumidas.
Infelizmente, muitas pessoas só percebem que estavam subseguradas quando já é tarde demais. E nesse momento, o impacto financeiro se soma ao impacto emocional.
Por isso, revisar periodicamente a apólice é uma atitude de responsabilidade e planejamento.
Mudanças na renda, nascimento de filhos, aquisição de patrimônio, aumento das despesas ou novos projetos familiares exigem atualização da proteção contratada. Afinal, ninguém protegeria pela metade aquilo que considera realmente valioso. E a família certamente está entre os maiores patrimônios de qualquer pessoa.
Avalie sua apólice de Seguro de Vida, antes mesmo de avaliar a apolice de Seguro de Vida dos seus clientes, para que assim.tenha autoridade para educar, aconselhar e apresentar as soluções.
Porque ter uma falsa sensação de proteção financeira pode ser tão perigoso quanto não possuir proteção alguma.
E lembre-se, o corretor de seguros deve ser profissional preparado para ajudar a construir uma proteção compatível com a realidade e objetivos da sociedade.
Forte Abraço!
Rogério Araújo

