Em um episódio do CQCS Dicas, o CEO e cofundador da Brick, Vinicius Schroeder, trouxe uma reflexão sobre um erro comum em projetos de inovação: começar pela tecnologia, e não pelo problema que precisa ser resolvido. Segundo ele, essa lógica pode levar empresas a desenvolver soluções que não geram valor real para o usuário.
De acordo com o executivo, muitas iniciativas acabam sendo guiadas pelo entusiasmo com novas ferramentas, especialmente com o avanço da inteligência artificial, sem que exista uma compreensão profunda do desafio que precisa ser resolvido. “Um erro muito comum ao lançar projetos inovadores, fazer coisa nova no mercado, é a gente tentar olhar pela ótica do que é inteligência artificial, uma coisa que está mudando o mundo, como que eu coloco inteligência artificial em diferentes problemas. E acho que esse é o jeito errado de pensar”, afirma.
Para Schroeder, o caminho mais eficiente para desenvolver algo realmente útil passa por compreender primeiro o problema e o impacto que ele gera. “O jeito certo de pensar é começar pelo problema, entender muito profundamente o que é aquele problema, para quem que ele dói, quais ponteiros ele mexe, e a partir daí a tecnologia a gente deve usar como uma caixinha de ferramentas que a gente aplica para resolver aquele problema que a gente conhece muito bem, não da forma inversa”, explica.
O executivo ressalta ainda que inverter essa lógica pode resultar em soluções pouco aderentes às necessidades do usuário final. “Porque a forma inversa nos faz fazer algo muitas vezes que não é útil para o usuário lá na ponta”, acrescenta.
Além da abordagem prática, Schroeder também destacou a importância da mentalidade de quem lidera processos de inovação. Para ele, mais do que criar novas ideias, é essencial desenvolver uma postura voltada à resolução de problemas.
“Tem dois tipos de pessoa no mundo: o tipo de pessoa que você dá uma solução e ela traz dez problemas, e o tipo de pessoa que você dá um problema e ela traz dez soluções. A mentalidade certa aqui é a segunda”, conclui.

