Em comemoração ao Dia do Corretor de Seguros, celebrado em 12 de outubro, o CQCS promove uma série de iniciativas para homenagear os profissionais que desempenham um papel fundamental na proteção de pessoas, famílias e patrimônios. Uma das ações é a série especial “Seguro é coisa de família”, que conta histórias de corretores de seguros cujas trajetórias profissionais e negócios atravessam gerações. As iniciativas também marcam os 25 anos de história da maior comunidade de profissionais do setor de seguros da América Latina e reconhecem a importância de quem trabalha diariamente para levar segurança e tranquilidade às pessoas.
A história de Antonio da Silva Pinela, da Pinnella ADM e Corretora de Seguros, em Ibiporã (PR), mostra como a sucessão familiar pode representar tanto a continuidade de um negócio quanto a confiança na capacidade da nova geração. Ao lado da esposa, também corretora de seguros, ele construiu uma trajetória profissional que teve o filho, William Cobo Pinela, como testemunha desde a infância. Anos depois, decidiu transferir integralmente o comando da corretora para ele, dando início a uma nova etapa da empresa.
Desde pequeno, William acompanhava a rotina profissional dos pais. Como não tinham com quem deixá-lo, ele frequentava a escola pela manhã e passava as tardes no escritório. A convivência permitiu que conhecesse de perto o mercado de seguros, o relacionamento com os clientes e as responsabilidades envolvidas na administração de uma corretora.
Mesmo após concluir o curso superior de Direito, William escolheu seguir a profissão dos pais. Para Antonio, a decisão de entregar a gestão ao filho veio quando percebeu que ele estava preparado para assumir a responsabilidade pelo negócio.
“Essa decisão representou, para mim, um ato de coragem. Foi reconhecer a capacidade do meu filho e confiar a ele a continuidade de uma trajetória construída por nossa família. Fizemos essa transição com cuidado e responsabilidade, dando-lhe autonomia para exercer sua liderança”, afirma Antonio.
A mudança foi acompanhada de resultados positivos, segundo o corretor. A nova gestão tem recebido elogios, e a corretora vem atraindo o público jovem, mantendo os valores que orientaram a atuação da família ao longo dos anos. A proposta é conciliar uma liderança mais jovem e moderna com os princípios que sustentaram o relacionamento com os clientes.
Na avaliação de Antonio, o processo de sucessão exige que a geração anterior saiba reconhecer o momento de transferir responsabilidades e confiar nas competências de quem assume o negócio. Mais do que entregar o comando, é necessário permitir que o sucessor desenvolva sua própria forma de liderar e contribua com novas ideias.
Para ele, a confiança na capacidade de trabalho e nos princípios de William é um dos fatores determinantes para que a transição aconteça de forma positiva. Essa confiança também permite que a empresa continue evoluindo sem perder a identidade construída pela família.
No caso da Pinnella, a escolha profissional de William reforça a ligação entre as gerações. “No nosso caso, o ditado ‘filho de peixe, peixinho é’ ganhou um significado especial: ele seguiu nossa profissão e trouxe sua própria visão para dar continuidade à nossa história”, conclui Antonio.
A trajetória da família Pinela mostra que a sucessão no mercado de seguros pode unir tradição e renovação. Ao confiar a gestão a William, Antonio não apenas garantiu a continuidade da corretora, mas também abriu espaço para que uma nova geração contribuísse para o desenvolvimento do negócio, mantendo vivo o compromisso familiar com a profissão.

