Notícias | 28 de maio de 2025 | Fonte: CQCS | Gabrielly Marqueton

Previsibilidade e diálogo são apontados como pilares para uma regulamentação eficiente no setor de seguros 

O fortalecimento do setor de seguros no Brasil passa por um ambiente regulatório mais previsível e baseado no diálogo constante entre os atores envolvidos. Essa foi a principal mensagem transmitida por especialistas durante o painel “Aperfeiçoamento Regulatório e Competitividade do Mercado Brasileiro de Seguros”, realizado na Conseguro 2025, nesta terça-feira (27), em São Paulo.

Roberto Santos, presidente do conselho diretor da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), destacou que o setor necessita de um regulador forte, mas também sensível à previsibilidade dos negócios. “A regulação é fundamental para o setor de seguros”, afirmou.
O debate abordou os avanços no marco legal, como os efeitos da Lei nº 14.770/2023, que autoriza o uso de títulos de capitalização como garantias públicas, e da Lei Complementar nº 213/2025, que regulamenta as cooperativas de seguros. Os desafios regulatórios, no entanto, continuam a exigir atenção.

Para José Antonio Maia Piñeiro, executivo de negócios da BrasilCap, a atuação entre regulador e mercado deve ser vista como complementar. “Não existe uma separação entre regulador e mercado, mas sim visões complementares”, defendeu. Ele reforçou que a previsibilidade e o diálogo são condições indispensáveis ao crescimento do setor. “Não existe mercado sólido sem uma estrutura regulatória madura”, afirmou.

A complexidade enfrentada por empresas de capital aberto foi ressaltada por Marcos Falcão, CEO do IRB(Re). Segundo ele, o duplo regime regulatório aumenta os custos operacionais, exigindo ainda mais o equilíbrio  na relação com os órgãos reguladores.
Representando a Superintendência de Seguros Privados (Susep), Carlos Queiroz, diretor de supervisão prudencial e de resseguros, destacou que houve avanços desde 2019, mas reconheceu que ainda há um longo caminho a percorrer, especialmente na análise de impacto regulatório. “É preciso que os reguladores voltem sua atenção para a análise dos atos regulatórios. Nem sempre a solução passa por novas normas; é preciso avaliar se a alternativa regulatória é, de fato, a melhor resposta ao problema”, ponderou.


Fechando o painel, Bruno Sobral, diretor executivo da FenaSaúde, chamou atenção para os baixos índices de análises de impacto regulatório. Segundo ele, uma pesquisa recente mostra que apenas 18% das regulações feitas pelas agências passam por esse tipo de avaliação. No setor de saúde, o índice é ainda menor: 7,7%. “Precisamos insistir na importância dessas avaliações para garantir regulações mais eficientes e adequadas”, concluiu.

FAÇA UM COMENTÁRIO

Esta é uma área exclusiva para membros da comunidade

Faça login para interagir ou crie agora sua conta e faça parte.

FAÇA PARTE AGORA FAZER LOGIN

Valorizamos sua privacidade

O CQCS utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdos e analisar o nosso tráfego. Ao continuar navegando, você concorda com o uso dessas tecnologias, de acordo com a nossa Política de Privacidade.

Personalizar preferências de consentimento

NecessárioSempre ativo

Estes cookies são essenciais para o funcionamento adequado do site, garantindo recursos básicos de segurança e acessibilidade. Eles não armazenam nenhuma informação pessoal identificável.

Funcional

Permitem que o site lembre das suas escolhas e forneça funcionalidades aprimoradas e personalizadas, como compartilhamento em redes sociais e integração de recursos de terceiros.

Sem cookies para exibir.

Analítico

Ajudam a entender como os visitantes interagem com o site, coletando e relatando informações de forma anônima. Fornecem dados sobre número de visitantes, tempo na página e fontes de tráfego.

Desempenho

Utilizados para compreender e analisar os principais índices de desempenho do site, ajudando a proporcionar uma experiência de navegação otimizada para os usuários.

Sem cookies para exibir.

Anúncio

Usados para fornecer anúncios mais relevantes aos visitantes com base em suas navegações anteriores, além de ajudar a medir a eficácia das campanhas publicitárias.

Sem cookies para exibir.