O presidente da FenaPrevi, Edson Franco, participou do Café CVG-SP, realizado no dia 18 de agosto, no auditório da ACSP, quando apresentou o tema “Proteção Financeira das Famílias – Desafios e Tendências”.
A previdência complementar também tem muito espaço para crescer no país, considerando que apenas 7% da população conta com essa proteção. Mesmo com o crescimento de 12,7% ao ano entre 2013 e 2026, somando R$ 1,8 trilhão em ativos, o Brasil ainda ocupa o 33º lugar entre 85 países em representatividade de ativos no PIB. Mas, em 2025, a previdência complementar sofreu um revés a partir da cobrança de IOF sobre o VGBL.
Edson Franco ponderou que o lento avanço do seguro de pessoas poderia ser atribuído à renda média ou ao tabu em relação ao seguro de vida, mas foi sincero ao reconhecer que nenhum dos dois faz mais sentido. Para ele, a covid ajudou a reduzir o estigma acerca da morte. Já sobre a falta de renda, observou que os quase R$ 200 bilhões gastos em apostas online superam os prêmios dos seguros de pessoas e auto juntos (R$ 153 bilhões). “Não é apenas uma questão da renda, mas de educação financeira”.
O executivo ainda apontou que é uma honra promover mais uma iniciativa que gera debate. “A gente trouxe os desafios sobre o ramo de seguro, de vida, benefícios, e ele conseguiu trazer pra gente todas essas dificuldades que a gente tem. É percebido que, infelizmente, nem todos os corretores têm essa intenção de vender o seguro de vida, um produto tão importante, tão relevante para todos os clientes ser segurados. É preciso demonstrar um pouco mais sobre a importância desses produtos tão nobres e que hoje nem tanto é comercializado pela maioria dos corretores”.
Anderson Mundim, presidente do CVG-SP, disse que é importante discutir o gap de proteção securitária no nosso país, em específico o gap de proteção de renda, tanto de seguro de pessoas e seguro de vida quanto de previdência. “Nós temos um dos maiores gaps de proteção securitária do mundo e um dos maiores desafios de inclusão securitária e, no caso da previdência, um desafio macroeconômico, que é a pressão fiscal que a previdência pública vai impor sobre o nosso país nas próximas décadas, que vai ser sem sombra de dúvida o maior desafio que o país vai enfrentar do ponto de vista fiscal e que tem que ser debatido”.
O presidente da Aconseg-SP, Ricardo Montenegro, afirmou que a palestra de Edson Franco sobre seguro de vida e previdência apresentou dados interessantes. “Isso nos aproxima ainda mais da FenaPrevi, do CVG e também das entidades voltadas ao ramo de seguro e previdência. Foi um prazer trazer conhecimentos novos, vai ter agora também um outro evento da FenaPrevi. Vamos participar porque é muito agradecedor de trazer essas informações, essas notícias que o Edson trouxe para nós. Foi excelente!”
Roberto Gonçalves Lopes Filho, presidente do Clube dos Corretores de Seguros do ABC Paulista, destacou que o encontro apresentou informações essenciais no que diz respeito ao seguro de vida e à previdência privada. “O evento proporcionou uma valiosa troca de conhecimentos, apresentando dados fundamentais sobre o mercado de seguros de vida e previdência privada, além de abordar as recentes diretrizes tributárias estabelecidas pelo governo. Todo esse conteúdo é essencial para que nós, corretores, possamos atuar de forma estratégica e educativa junto ao mercado. Parabenizo Edson Franco pela excelente exposição realizada”.
A pesquisa FenaPrevi/Datafolha também se debruçou sobre a questão, incluindo neste ano “a visão dos trabalhadores informais, autônomos e MEIs sobre proteção financeira”. Outra pergunta inédita da pesquisa trata dos benefícios desejados do seguro em vida (que podem ser usufruídos em vida). Os resultados serão apresentados na 12ª edição do Fórum FenaPrevi, no dia 16 de setembro. Na parte final do encontro do CVG-SP, Franco convidou a todos para o fórum e respondeu às perguntas da plateia.

