Um homem de 45 anos, identificado como Marcos Almeida da Silva, foi preso no último domingo (31), suspeito de tentar matar a própria esposa, de 59 anos, utilizando o veneno conhecido como “chumbinho”. Segundo apuração do G1, a motivação do crime seria o recebimento da indenização de uma apólice de seguro de vida da qual os filhos do casal eram beneficiários. O caso é investigado como tentativa de feminicídio.
De acordo com a Polícia Civil, a vítima chegou a ficar internada em estado delicado após ingerir a substância tóxica. As investigações tiveram início enquanto a mulher ainda se recuperava no hospital.
Durante a apuração, os policiais identificaram indícios da participação da filha do casal, de 18 anos, que teria atuado no planejamento do crime. Inicialmente, ela figurava apenas como comunicante da ocorrência.
Segundo a investigação, a primeira tentativa ocorreu em outubro de 2025, quando pai e filha teriam colocado chumbinho em um cachorro-quente oferecido à vítima. Após consumir o alimento, a mulher passou mal e precisou ser encaminhada para atendimento médico.
Dias depois, ainda conforme a polícia, o suspeito voltou a tentar envenenar a esposa. Desta vez, teria colocado a substância tóxica dentro da cápsula de um medicamento utilizado pela vítima. Novamente, ela precisou ser hospitalizada.
As apurações apontam que o objetivo dos investigados era obter vantagem financeira por meio do seguro de vida contratado pela mulher. Os beneficiários da apólice eram os dois filhos do casal: a filha investigada e um filho menor de idade, cuja parte da indenização seria administrada pelo pai. Segundo a Polícia Civil, ficou comprovado que a jovem atuou em conjunto com o pai e demonstrou insatisfação após o fracasso do plano.
Com base nas provas reunidas ao longo da investigação, a polícia solicitou a prisão dos dois suspeitos. A filha foi detida em casa. Já Marcos Almeida da Silva deixou o endereço onde morava após tomar conhecimento da ordem judicial e passou a ser considerado foragido.
De acordo com a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de São Gonçalo, equipes realizaram buscas por aproximadamente cinco meses até localizar o suspeito trabalhando no interior do estado, a cerca de duas horas da cidade onde o caso foi investigado.

