A expansão da inteligência artificial no mercado de seguros exige atenção permanente a temas como ética, segurança, transparência, rastreabilidade e conformidade regulatória.
No CQCS Linha de Frente, programa apresentado por Gustavo Doria Filho, fundador do CQCS, Hugo Assis, head da Área de Seguros da NTT DATA, destacou que as seguradoras já possuem uma cultura voltada à gestão de riscos, o que facilita a discussão sobre controles para a adoção da tecnologia.
“É preciso confiar, mas verificar. Essa é uma questão muito importante”, afirmou. Para ele, os sistemas precisam operar com regras claras, mecanismos de controle e possibilidade de auditoria. A governança também deve envolver a liderança das companhias, incluindo os comitês executivos e os CEOs.
“Precisamos ter transparência, confiabilidade e rastreabilidade. Todos os processos devem ser auditáveis, com governança e liderança dentro das companhias”.
Assis defendeu que os chamados guardrails, ou limites de segurança, estejam definidos antes da expansão dos projetos. A medida permite que as empresas avancem na utilização da IA sem abrir mão do controle sobre as decisões automatizadas.
O executivo apontou o conhecimento especializado em seguros como um dos principais diferenciais da NTT DATA. Ele também destacou a participação da empresa como patrocinadora do CQCS Inovação 2026, marcado para os dias 4 e 5 de novembro, no Transamerica Expo, em São Paulo.

