A Nordica, empresa do Grupo ITG, apresenta ao mercado uma nova abordagem de inteligência corporativa ao integrar a arquitetura multiagente da plataforma allmates.ai com o poder analítico do Qlik MCP Server. A proposta transforma a forma como empresas tomam decisões estratégicas ao unir especialistas humanos e agentes de Inteligência Artificial em um ambiente colaborativo, seguro e orientado por dados confiáveis.
Batizada de “Inteligência Colaborativa”, a solução vai além da simples automação de tarefas isoladas. O foco está na construção de um ecossistema em que múltiplos profissionais e agentes de IA atuam simultaneamente para resolver problemas complexos de negócios, com base em informações precisas e governadas.
Na prática, o modelo recria o conceito de uma “war room digital”, uma espécie de sala de reunião estratégica potencializada por IA. Nesse ambiente, gestores, analistas, diretores e diferentes agentes especializados, chamados de “Mates” interagem em uma mesma thread, mantendo contexto unificado e permitindo uma colaboração mais eficiente.
Um fluxo de trabalho apresentado como exemplo, começa com a definição de um objetivo de negócio por um profissional da empresa, como a necessidade de reverter a queda de vendas em determinada região. A partir daí, um Mate Coordenador distribui as tarefas entre agentes especializados. O Mate Analista de Dados, conectado diretamente ao Qlik MCP Server, acessa a chamada “fonte da verdade”, consulta indicadores, isola KPIs e gera insights com precisão matemática. Em seguida, o Mate Estrategista aplica frameworks de negócios e propõe cenários de mitigação de risco, enquanto o Mate de Marketing transforma a estratégia escolhida em ações práticas, como campanhas regionalizadas.
Segundo a empresa, o diferencial está justamente na integração nativa com o Qlik MCP, fazendo com que a plataforma Qlik, conhecida anteriormente pelo BI, deixe de atuar apenas como um dashboard tradicional e passa a funcionar como o “cérebro analítico” da operação. Isso reduz um dos principais problemas das IAs generativas convencionais: as chamadas “alucinações matemáticas”.
Com o recurso “Do the Math”, o agente responsável pela análise de dados não realiza cálculos complexos por conta própria, mas delega essa tarefa ao Motor Associativo do Qlik. Dessa forma, métricas, dimensões e lógicas de negócio permanecem governadas e consistentes, garantindo que toda a equipe digital trabalhe sobre a mesma base de verdade.
Outro pilar da solução está na governança e na segurança da informação. A plataforma opera com garantia contratual de “Zero Data Training”, assegurando que conversas, arquivos e dados corporativos não sejam utilizados para treinar modelos públicos de IA.
Além disso, cada agente possui uma base de conhecimento própria, isolada e persistente, permitindo acesso granular e controlado às informações sensíveis da empresa. A estrutura também conta com RBAC (controle de acesso baseado em função), o que restringe a visualização de espaços de trabalho e agentes apenas aos usuários autorizados.
A independência de modelos de linguagem também aparece como um diferencial competitivo. Isso permite que diferentes LLMs sejam utilizados conforme a necessidade de cada função — como OpenAI para coordenação e Anthropic para estratégia — evitando dependência tecnológica de um único fornecedor.
Para a Nordica, a união entre a governança analítica do Qlik MCP e a arquitetura multiagente do allmates.ai representa um avanço importante para empresas que buscam escalar sua inteligência estratégica sem abrir mão da segurança e da supervisão humana.
Mais do que automatizar processos, a proposta mira a criação de ambientes corporativos onde decisões sejam sustentadas por dados confiáveis, processadas por IAs especializadas e validadas pela expertise humana, um movimento que reforça a transformação digital do mercado segurador e de outros setores altamente regulados.
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