No último dia 22 de julho, em São Paulo, a Mapfre reuniu mais de 50 corretoras da capital e do interior paulista para discutir os impactos do El Niño no mercado de seguros e reforçar a importância da prevenção diante do aumento dos eventos climáticos extremos. O encontro destacou o papel estratégico dos corretores na orientação aos segurados e na adequação das coberturas em um cenário que enchentes, secas e tempestades tendem a se tornar cada vez mais frequentes no Brasil.
Durante o evento, Leonardo Marins, diretor territorial São Paulo da Mapfre, afirmou que o El Niño deixou de ser uma preocupação futura para se tornar uma realidade que afeta diretamente o mercado de seguros e toda a economia brasileira. Segundo ele, diante desse cenário, o setor precisa mudar a forma de enxergar os riscos, priorizando ações preventivas antes mesmo da ocorrência dos sinistros. “O El Niño é uma realidade hoje, não só no mercado segurador brasileiro, mas em toda a economia. Precisamos falar sobre prevenção de riscos. O seguro não deve ser lembrado apenas na hora da indenização, mas principalmente na antecipação aos eventos climáticos”, destacou.
Na avaliação do executivo, essa mudança passa, principalmente, pelo trabalho desenvolvido pelos corretores de seguros, que conhecem de perto a realidade de cada cliente e podem orientar sobre as coberturas mais adequadas para cada tipo de exposição. Marins explicou que o profissional deve avaliar as características da região onde atua e identificar se o segurado está protegido contra eventos como enchentes, granizo, vendavais ou períodos prolongados de seca. “É fundamental que o corretor entenda a realidade da região onde atua, identifique os riscos e verifique se o segurado possui as coberturas necessárias para enfrentar um evento severo”, afirmou.
O diretor também ressaltou que a estratégia da Mapfre está voltada para a mitigação de riscos e não apenas para o pagamento de indenizações. Segundo ele, a companhia produz estudos e relatórios sobre eventos climáticos justamente para permitir que segurados e corretores se antecipem aos impactos provocados pelas mudanças do clima. “Nosso trabalho começa antes da indenização. É comunicar o segurado, avaliar sua exposição aos riscos e verificar se ele está devidamente protegido para enfrentar um evento climático”, explicou.
Marins destacou ainda que os efeitos do El Niño variam conforme a região do país, o que exige uma análise individualizada das necessidades de proteção. Enquanto no Sul a tendência é de aumento das chuvas e dos alagamentos, em outras regiões predominam períodos de estiagem, afetando diferentes modalidades de seguro, desde o automóvel até grandes riscos empresariais. Para ele, ampliar a conscientização sobre essas diferenças é fundamental para fortalecer a cultura do seguro no Brasil. “O Brasil é um país continental. O El Niño afeta diferentes regiões de maneiras distintas e isso impacta toda a cadeia do seguro, desde o automóvel até grandes riscos corporativos. Precisamos ampliar essa conscientização para fortalecer a proteção da sociedade”, disse.
Ao fazer um balanço do encontro, Leonardo Marins ressaltou a participação de mais de 50 corretoras e afirmou que o debate sobre os impactos climáticos se tornou uma pauta prioritária para o mercado de seguros. Segundo ele, eventos como esse são importantes para preparar os profissionais, disseminar conhecimento e ampliar a proteção da população. “Reunimos mais de 50 corretoras para discutir os efeitos do El Niño e como o mercado pode se antecipar aos riscos. Sabemos que eventos severos continuarão acontecendo e precisamos estar preparados para proteger segurados, empresas e toda a sociedade brasileira”, concluiu.

