Durante o CQCS Inovação 2025, realizado em 11 de novembro, Robert Pick, CITO adjunto do Tokio Marine Group e vice-presidente executivo e CIO da Tokio Marine North America Services, reforçou que a inovação no setor de seguros deve equilibrar tecnologia e legado, preservando a essência humana do negócio. O executivo apontou como que o setor vive um momento de transição, em que insurtechs, inteligência artificial e soluções emergentes abrem novas oportunidades, mas exigem uma transformação conduzida de forma mais cuidadora e consciente.
Segundo Pick, o processo de modernização tecnológica deve ser pautado por critérios objetivos. “Adoro sistemas novos. Todos os CIOs gostam de falar que colocaram sistemas novos. Nós precisamos ver quatro critérios para saber se ele é moderno para o mundo de novo: ele tem API habilitada? Ele atende às necessidades funcionais? Utiliza tecnologia suportável? Tem um custo razoável?”, questionou.
Para o executivo, a evolução tecnológica precisa ser acompanhada por um olhar atento sobre o impacto humano e sobre o legado que o setor constrói. “Tudo que é presente hoje, será passado no futuro. Temos tecnologias e oportunidades e devemos trabalhar com elas. Temos que falar do nosso legado e do nosso futuro. Não precisamos fazer transformações incríveis, mas podem ocorrer de forma mais cuidadosa”, afirmou.

