O Grupo Bradesco Seguros realiza, entre os dias 27 e 29 de outubro de 2026, mais uma edição do Festival da Inovação, com o tema “Encontros Improváveis”. Um dos destaques da programação foi o painel “VC Conectado: a Cultura come a IA no café da manhã”, que propôs uma reflexão sobre o papel da cultura organizacional na adoção da inteligência artificial (IA) e na transformação dos negócios.
O painel contou com a participação da superintendente Sênior de Recursos Humanos da Bradesco Seguros, Andrea Carrasco, e Leandro Angelo, Partner Chief of Technology & Innovation na CI&T.
A discussão parte de um princípio central: a tecnologia, por si só, não garante inovação. Para que a inteligência artificial produza resultados consistentes, as organizações precisam preparar suas equipes, rever processos e estimular comportamentos que favoreçam a experimentação, a colaboração e a aprendizagem contínua.
Para Andrea Carrasco, a cultura corporativa influencia diretamente a maneira como os profissionais incorporam novas ferramentas ao cotidiano, lidam com mudanças e transformam recursos tecnológicos em soluções aplicáveis aos desafios do negócio. “Adotar inteligência artificial vai muito além de incorporar novas ferramentas. É preciso preparar as pessoas, estimular a curiosidade e criar um ambiente em que a aprendizagem e a colaboração façam parte da rotina. A cultura organizacional tem papel decisivo nesse processo, porque é ela que influencia a forma como as equipes recebem as mudanças, experimentam novas possibilidades e transformam conhecimento em resultados.”
O tema ganha relevância em um cenário no qual empresas de diferentes setores buscam integrar a IA às operações, aprimorar a experiência dos clientes e ampliar a eficiência. Mais do que investir em sistemas, o desafio envolve desenvolver competências, estabelecer diretrizes de uso e criar ambientes nos quais as pessoas compreendam as possibilidades e os limites dessas tecnologias.
De acordo com Leandro Angelo, a inteligência artificial amplia as possibilidades de inovação, mas o valor gerado depende de como as empresas conectam tecnologia, estratégia e pessoas. “Para avançar, é necessário experimentar, aprender continuamente e repensar processos. Quando a tecnologia encontra uma cultura aberta à mudança, as organizações têm melhores condições de transformar potencial em aplicações concretas para os negócios.”
A participação de lideranças de Recursos Humanos e de Tecnologia e Inovação amplia a perspectiva sobre os fatores que favorecem a transformação digital. De um lado, estão a preparação das equipes, a gestão da mudança e o desenvolvimento de novas competências. De outro, a aplicação tecnológica, a inovação nos processos e a conexão entre estratégia e execução.
A integração dessas dimensões é fundamental para que a inteligência artificial deixe de ser apenas uma iniciativa tecnológica e passe a fazer parte da dinâmica organizacional. Isso exige alinhamento entre liderança, equipes e objetivos estratégicos, além de atenção à responsabilidade no uso das ferramentas.

