Notícias | 9 de outubro de 2026 | Fonte: Minha vida protegida

“Está caro” nem sempre é sobre preço: o que as objeções revelam na venda de seguro de vida

“Está caro”, “vou pensar” ou “não preciso de seguro”. Frequentes nas conversas sobre seguro de vida, essas respostas podem revelar questões diferentes das que parecem indicar à primeira vista. Antes de reduzir o valor de uma proposta ou apresentar novos argumentos, o corretor precisa compreender o que está por trás da resistência: uma limitação financeira, uma dúvida sobre a proteção ou a falta de confiança para assumir aquele compromisso.

Essa foi uma das orientações apresentadas por Mateus Nicolau na oficina “Objeções Inteligentes: transformando dúvidas em decisões conscientes”, realizada gratuitamente pelo Instituto Minha Vida Protegida em 1º de outubro. O especialista destacou que o tratamento das objeções começa na primeira conversa e depende de uma abordagem conectada ao processo de decisão do cliente. “Não é porque uma objeção se manifestou no final da venda que ela é um problema do final da venda”, afirmou. Segundo Nicolau, dúvidas que não foram esclarecidas durante o atendimento podem se acumular e aparecer apenas quando chega o momento da contratação.

Entender antes de responder

Na apresentação, Nicolau organizou as objeções em quatro grupos: falta de percepção de urgência, questões financeiras, ausência de reconhecimento da necessidade e confiança. Identificar a origem da dúvida ajuda o profissional a conduzir uma conversa mais precisa.

Quando o cliente considera o seguro caro, por exemplo, é importante distinguir a dificuldade real de pagamento da falta de compreensão sobre o benefício da proteção. Na primeira situação, a proposta precisa ser reavaliada conforme o orçamento. Na segunda, o trabalho envolve explicar como as coberturas se relacionam com os riscos e as responsabilidades identificados.

Reduzir o preço imediatamente, sem compreender a razão da objeção, pode deixar essa dúvida sem resposta. A análise deve considerar tanto a capacidade financeira quanto a adequação da solução à realidade do cliente.

Já quando a pessoa afirma não precisar de seguro, a conversa pode retomar os compromissos que dependem de sua renda, como moradia, educação dos filhos e manutenção das despesas familiares. O objetivo é ajudá-la a avaliar como essas responsabilidades seriam atendidas diante de um imprevisto.

Sobre a decisão de adiar a contratação, Nicolau ressaltou que a conversa deve esclarecer a imprevisibilidade dos riscos. A necessidade de proteção está relacionada às consequências de um acontecimento para o cliente e sua família, e não ao calendário de metas comerciais do profissional.

A confiança também faz parte da decisão

Nem toda resistência está relacionada ao produto. O cliente pode ter dúvidas sobre a seguradora, sobre a solução apresentada, sobre sua capacidade de manter os pagamentos ou sobre o próprio profissional que o atende.

Nicolau ressaltou que a insegurança em relação ao corretor nem sempre será expressa diretamente. Por isso, construir credibilidade ao longo do atendimento é uma etapa importante: apresentar sua experiência, esclarecer como trabalha e demonstrar atenção às necessidades do cliente contribui para estabelecer uma relação de confiança.

Avançar pelas etapas comerciais sem verificar se a pessoa compreendeu o que foi discutido pode criar uma distância entre o processo de venda e o processo de compra. O corretor pode acreditar que está próximo do fechamento enquanto o cliente ainda tenta entender por que aquela proteção faz sentido para ele.

Para Nicolau, a contratação também precisa fazer sentido de maneira racional. “Venda é emocional, mas a validação é racional”, resumiu. Além de reconhecer a importância de proteger a família, a pessoa deve compreender qual necessidade o seguro atende e por que a solução apresentada é adequada à sua realidade.

Perguntas que conectam proteção à vida real

As perguntas devem ocupar um lugar central na abordagem consultiva. Elas permitem conhecer prioridades, identificar preocupações e relacionar as soluções disponíveis ao que a pessoa deseja preservar. “O nosso papel é perguntar para o cliente o que é importante para ele e conectar isso com o que o seguro resolve”, destacou Nicolau.

O especialista apresentou o conceito de “arquitetura de escolha” para explicar uma condução baseada em perguntas estruturadas, que ajudam o cliente a reconhecer seus riscos e avaliar as possibilidades de proteção a partir dos próprios valores e prioridades.

Uma das estratégias abordadas foi utilizar analogias próximas do cotidiano. Na conversa com um profissional de tecnologia, por exemplo, o hábito de manter cópias de segurança dos arquivos pode ajudar a introduzir uma reflexão sobre continuidade: assim como ele se prepara para a perda de uma ferramenta de trabalho, pode avaliar como proteger sua renda caso fique impossibilitado de exercer a profissão.

A linguagem e os exemplos devem acompanhar a realidade de cada pessoa. Depois de fazer uma pergunta, também é necessário dar espaço para a resposta, permitindo que o cliente reflita e exponha suas dúvidas. A orientação é acolher a objeção e compreender seu contexto antes de apresentar argumentos.

Quem participa da escolha precisa estar na conversa

A necessidade de consultar o cônjuge ou outro participante da decisão foi apontada como uma situação que pode ser antecipada no agendamento. Perguntar quem precisa acompanhar a apresentação permite organizar uma reunião em que todos recebam as informações e esclareçam suas dúvidas diretamente. Essa prática reduz o risco de que a proposta seja retransmitida de maneira incompleta e facilita uma avaliação conjunta sobre orçamento, prioridades e proteção familiar.

Durante a oficina, Nicolau também abordou a importância de apresentar as coberturas em vida. A ausência de dependentes financeiros, por exemplo, não encerra a análise das necessidades de proteção: o cliente pode precisar de recursos para lidar com uma doença ou um período de incapacidade para o trabalho.

A orientação central é compreender o contexto antes de recomendar. Quando o cliente entende o que está contratando, qual necessidade a solução atende e como ela se encaixa em sua vida, a decisão se torna mais consciente.

Conteúdo gratuito

A oficina integra a programação do Instituto Minha Vida Protegida, que oferece conteúdos gratuitos para capacitar corretores de seguros e ampliar a cultura de proteção financeira no Brasil. As gravações e os materiais podem ser acessados em minhavidaprotegida.com.br/conteudos e no canal do Instituto no YouTube.

FAÇA UM COMENTÁRIO

Esta é uma área exclusiva para membros da comunidade

Faça login para interagir ou crie agora sua conta e faça parte.

FAÇA PARTE AGORA FAZER LOGIN

Valorizamos sua privacidade

O CQCS utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdos e analisar o nosso tráfego. Ao continuar navegando, você concorda com o uso dessas tecnologias, de acordo com a nossa Política de Privacidade.

Personalizar preferências de consentimento

NecessárioSempre ativo

Estes cookies são essenciais para o funcionamento adequado do site, garantindo recursos básicos de segurança e acessibilidade. Eles não armazenam nenhuma informação pessoal identificável.

Funcional

Permitem que o site lembre das suas escolhas e forneça funcionalidades aprimoradas e personalizadas, como compartilhamento em redes sociais e integração de recursos de terceiros.

Sem cookies para exibir.

Analítico

Ajudam a entender como os visitantes interagem com o site, coletando e relatando informações de forma anônima. Fornecem dados sobre número de visitantes, tempo na página e fontes de tráfego.

Desempenho

Utilizados para compreender e analisar os principais índices de desempenho do site, ajudando a proporcionar uma experiência de navegação otimizada para os usuários.

Sem cookies para exibir.

Anúncio

Usados para fornecer anúncios mais relevantes aos visitantes com base em suas navegações anteriores, além de ajudar a medir a eficácia das campanhas publicitárias.

Sem cookies para exibir.