Imprevistos domésticos ligados à rotina da casa concentram a maior parte dos acionamentos do Seguro Residencial da BB Seguros. Levantamento dos últimos 12 meses aponta que quase 65% dos atendimentos de assistência estiveram relacionados às quatro demandas mais recorrentes dos clientes.
Entre os serviços mais acionados estão encanador, com 29,6% dos pedidos; eletricista, com 18,6%; conserto de eletrodomésticos, com 8,9%; e desentupimento, com 7,1%. Os dados mostram que o seguro residencial tem sido usado não apenas em casos graves, mas também para resolver problemas comuns que afetam a rotina das famílias.
Tradicionalmente associado à proteção contra incêndio, vendaval, roubo e furto, o seguro residencial vem ganhando outro papel no dia a dia dos consumidores. A busca agora passa também por serviços que evitem gastos inesperados, reduzam transtornos e ajudem na manutenção da casa.
De acordo com estudo divulgado pela Deloitte, o setor de seguros vem sendo impulsionado por mudanças no comportamento dos clientes, avanço das tecnologias e maior percepção sobre riscos financeiros e patrimoniais. Nesse cenário, o seguro deixa de ser visto apenas como uma resposta a grandes ocorrências e passa a entrar no campo da prevenção, da conveniência e da previsibilidade financeira.
Serviços de rotina ganham peso
Segundo Juan Carlos Lanau, diretor técnico da Brasilseg, uma empresa BB Seguros, os dados indicam uma mudança na forma como o consumidor enxerga o seguro residencial. “Quando observamos os acionamentos, percebemos que o seguro residencial passa a ocupar um espaço cada vez mais conectado à continuidade da rotina das pessoas. Existe uma busca crescente por soluções que tragam praticidade, previsibilidade financeira e apoio diante de imprevistos cada vez mais frequentes, especialmente aqueles relacionados ao clima”, destaca.
Baixa adesão ainda desafia o setor
Apesar da ampliação dos serviços, o seguro residencial ainda tem baixa penetração no país. Segundo pesquisa recente da Confederação Nacional das Seguradoras, a CNseg, cerca de 17% dos domicílios brasileiros possuem esse tipo de proteção.
Para Lanau, a oferta de assistências mais próximas da rotina pode ajudar a aproximar o produto das famílias brasileiras. “O Seguro Residencial ainda é frequentemente associado a eventos extremos. Mas é importante notar que o avanço das assistências amplia seu papel ao conectá-lo às necessidades do cotidiano. Hoje, o seguro também atua como um facilitador do dia a dia, oferecendo suporte para demandas recorrentes de manutenção, reparos e organização da casa, com mais agilidade, conveniência e previsibilidade financeira para o consumidor. Esse movimento contribui para aproximar o seguro da realidade das famílias e reforça seu valor não apenas como instrumento de proteção patrimonial, mas como um aliado na continuidade da vida cotidiana”, afirma.

