Notícias | 13 de agosto de 2026 | Fonte: CNseg

De celulares a equipamentos de trabalho, indenizações de Riscos Diversos avançam 27,4% em maio

A presença cada vez maior de celulares, notebooks, bicicletas, equipamentos eletrônicos e instrumentos de trabalho na rotina de famílias e empresas ampliou a importância econômica de bens que vão além do patrimônio tradicional. Em meio a mudanças nos padrões de consumo, mobilidade e trabalho, os seguros contra Riscos Diversos registraram aumento das indenizações em 2026. Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostram que entre janeiro e maio de 2026, os pagamentos desse segmento chegaram a R$ 451,6 milhões, alta de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O segmento reúne soluções voltadas à proteção de diferentes bens e equipamentos cuja perda, roubo, furto ou dano pode gerar impacto financeiro imediato e comprometer a continuidade de atividades pessoais e profissionais. A exposição a perdas envolvendo esses bens permanece relevante. Segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, foram registradas 792.284 ocorrências de roubo e furto de celulares em 2025, o equivalente a 371,2 aparelhos subtraídos para cada grupo de 100 mil habitantes.

Embora concentrado em um bem específico, o indicador ajuda a dimensionar a exposição a perdas envolvendo objetos presentes no cotidiano. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também evidenciam a ampla presença das tecnologias de informação e comunicação nos domicílios brasileiros.

Pelo lado da arrecadação, os seguros contra Riscos Diversos movimentaram quase R$ 3 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, crescimento de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Setor paga R$ 105,4 bilhões até maio

O desempenho de Riscos Diversos ocorre em um período no qual o setor segurador brasileiro pagou R$ 105,4 bilhões em indenizações, benefícios, resgates e sorteios aos segurados, participantes e titulares de títulos de capitalização. O montante acumulado entre janeiro e maio representa redução de 5% em relação ao mesmo período de 2025.

Pelo lado da arrecadação, o setor segurador, excluído Saúde, movimentou quase R$ 173 bilhões em prêmios de seguros, contribuições de previdência aberta e faturamento com títulos de capitalização entre janeiro e maio. O resultado representa retração de 1,7% frente ao mesmo período do ano anterior.

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