Notícias | 23 de junho de 2026 | Fonte: InfoMoney

Como um seguro de vida ajudou uma viúva a enfrentar o luto e comprar a casa própria

Seguro de vida cresce no Brasil, mas maioria segue desprotegida. (Imagem: Canva)

“Isso é besteira, parece que está chamando a morte.” Foi assim que Jaime Meneses, marido da diarista Sandra Silva de Souza, de 49 anos, reagiu quando ela propôs contratar um seguro de vida. A ideia, inicialmente vista com desconfiança por ele, acabou sendo aceita.

Anos depois, em 2021, Jaime morreu em decorrência de um câncer não tratado, deixando para a esposa e para a filha, Beatriz, um apoio financeiro, que garantiu dignidade no luto, estabilidade nos meses seguintes e a reconstrução da vida.

Com o seguro de vida, Sandra conseguiu garantir um enterro digno por meio do SAF (Serviço de Auxílio Funeral) e, mais tarde, usar o valor recebido para comprar uma casa na praia e um carro.

“Era um sonho dele também. Ele queria morar na praia. Então é um sonho realizado. Eu falo assim: você não está comigo, mas nós compramos a casa. E, quando eu choro por causa dele, a minha filha fala: ‘mãe, tem que viver, mas o pai já foi’. Então eu vou viver.”

Em entrevista à série “Construindo Futuros”, da MAG Seguros, que reúne histórias reais de clientes e beneficiários que vivenciaram, na prática, o impacto do seguro de vida, Sandra compartilhou sua experiência.

O medo de “chamar a morte”

Mãe de uma garota de 13 anos, Sandra conta que sempre teve o desejo de formar família e que até o nome da filha já estava escolhido desde a adolescência. “A Beatriz foi o meu sonho. Quando eu tinha uns 15 anos, eu já falava que eu queria ter uma filha e que nome dela era Beatriz”, conta.

A história com o marido começou de forma inesperada e rápida, segundo ela. “Ele estava na casa da minha tia e eu conheci ele lá. E a gente começou a conversar”, diz. O relacionamento evoluiu rapidamente para uma vida em comum e, juntos, construíram a rotina da família.

Mas a experiência com a morte dentro da própria família ainda na infância marcou profundamente suas decisões financeiras. Ao lembrar das dificuldades enfrentadas quando o pai morreu, Sandra diz que aquilo se tornou um divisor de águas. “A gente não tinha dinheiro pra poder pagar o enterro do meu pai. Eu tinha pânico disso”, lembra.

Foi nesse contexto que ela passou a defender a contratação de um seguro de vida. O marido, no entanto, resistiu à ideia. “Eu falei pra ele assim, vamos fazer um seguro? Aí ele falou que era besteira, que estava chamando a morte”, recorda.

Do luto à reorganização da vida financeira

Anos depois, em 2021, a família enfrentou a perda de Jaime em decorrência de um câncer não tratado. Ele escondeu o diagnóstico da família até os últimos dias de vida.

O impacto emocional veio acompanhado da necessidade de lidar com a organização do funeral. Nesse momento, o Serviço de Auxílio Funeral (SAF), previsto na apólice (contrato de seguro), foi acionado e garantiu suporte à família.

“O lugar que estava sendo velado era o melhor lugar que tinha. O pessoal vinha perguntar pra gente se era uma pessoa importante. Era uma sala muito bonita, muito chique”, relembra Sandra.

Além do suporte no funeral, o seguro também representou um alívio financeiro inesperado. “A gente tinha aquele seguro de vida também. Depois de um tempo, caiu um dinheiro na conta com um monte de zeros que eu nunca vi.”

Sem depender daquele recurso no dia a dia, Sandra afirma que o valor se transformou em base para reorganizar a vida. Com o dinheiro do seguro, Sandra conseguiu dar passos importantes na reconstrução da própria estabilidade.

“Foi quando eu comprei essa minha casa. Eu comprei um carro.”

Ela também diz que o marido tinha o sonho de viver perto do mar: “Ele gostaria de morar na praia. Então é um sonho realizado. Eu falo assim: você não tá comigo, mas nós compramos a casa.”

Hoje, Sandra diz que segue trabalhando e sustentando a família com esforço próprio, mas reconhece o papel do seguro como ferramenta de proteção. “Você conquista tudo aquilo que você quer, lutando, trabalhando, porque eu levanto para trabalhar e trabalho muito. Mas eu consigo aquilo que eu quero”, afirma.

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