A Bradsaúde promoveu, nesta quinta-feira (22), uma coletiva de imprensa com Carlos Marinelli, CEO, José Pacheco, diretor de Relações com Investidores, e Vinicius Cruz, diretor Financeiro, para apresentar os resultados do terceiro trimestre de 2026. De acordo com a companhia, os resultados reforçam uma trajetória de crescimento, impulsionado, principalmente, pelo desempenho dos planos médico-hospitalares, pelo resultado financeiro, pela diluição das despesas administrativas e pela expansão contínua das operações da Atlântica Hospitais.
Carlos Marinelli detalhou que a Bradsaúde atingiu 13,7 milhões de beneficiários no período, com 51 mil adições líquidas de vidas em saúde e 67 adições líquidas no dental. “São números importantes dentro de um trimestre, principalmente em um setor que já há algum tempo apresenta uma variação neutra em termos de número total de vidas”, destacou o CEO.
Em termos de receita, a Bradsaúde cresceu 9,2% no período e atingiu R$ 14,3 bilhões durante o período. Quanto à sinistralidade, a companhia aponta um crescimento de 0,5 p.p no último trimestre. “Quando analisamos o acumulado do ano, observamos aquilo que temos destacado tanto para o mercado quanto para a imprensa: uma relativa estabilidade da sinistralidade no período”, afirmou Marinelli.
Além desses índices, a Bradsaúde também mostrou crescimento no que se refere ao lucro líquido, que aumentou 14,4%, o ROAE, que atingiu 25,4% e o lucro líquido da Atlântica Hospitais, que saiu de R$ milhões para R$ 139 milhões em um ano.
Segundo o CEO, isso demonstra a maturidade dos ativos que já estavam em operação, ganhando cada vez mais maturidade e também a maturação dos novos ativos, que a companhia vem investindo e desenvolvendo.
No segmento PME de pessoas jurídicas de até 199 vidas, a Bradsaúde também mostrou crescimento: líquida de 92 mil vidas no trimestre (55 mil nos planos dentais e 37 mil nos de saúde), totalizando 3,1 milhões de beneficiários no segmento.
Quanto às oportunidades no segmento, Carlos Marinelli explicou que, além do desenvolvimento de novos produtos, como o Bradesco Efetivo Plus, estes produtos precisam encontrar as necessidades de cada um dos mercados.
De acordo com o executivo, para o segmento PME, a companhia observa que a principal escolha do beneficiário, do grupo empresarial, está relacionada à utilização da rede local. “Ele quer ter uma rede ampliada local, seja de soluções hospitalares, ambulatoriais ou de atenção primária e secundária. Isso faz com que, em alguns mercados nos quais já tínhamos produtos com um desenho de rede importante, reforçássemos pontualmente a rede naquela região”, ressaltou.
O CEO da Bradsaúde também explicou que, em determinadas cidades, como São Paulo, o principal é a otimização e não a ampliação da rede. “A partir disso, otimizamos a rede e, logicamente, isso também significa uma otimização de preço, o que nos dá uma capacidade mais vantajosa no mercado naquele segmento”, detalhou.
No entanto, em algumas cidades, a ampliação é primordial. “Isso acontece porque a lógica regional de produtos, principalmente hoje, em produtos nos quais muitas vezes as pessoas preferem uma rede ampliada a um reembolso ampliado, significa que é preciso ter uma rede credenciada mais eficiente”, enfatizou.
Para concluir, Marinelli afirma que a Bradsaúde continua com a fortaleza dos produtos nacionais. “Temos um posicionamento premium e liderança nesse segmento, tanto em termos de receita quanto de vidas e de número de produtos”, disse.
“Ao mesmo tempo, avançamos em vários mercados regionais para expandir a rede e capturar oportunidades que esses mercados apresentam, mantendo o produto nacional, mas com uma melhoria da rede local credenciada. Também otimizamos, onde já somos muito fortes, como São Paulo e Rio de Janeiro, a rede para que ela esteja dentro da proposta de valor do produto”, completou e concluiu.

