A assistência 24 horas aparece como um dos principais pontos de atenção na avaliação dos corretores sobre o seguro residencial. O dado faz parte da PMC Residencial 2026 – Pesquisa para Melhoria Contínua do Mercado de Seguros, realizada pelo Sincor-SP e apresentada nesta quarta-feira (19).
O levantamento ouviu 1.216 corretores de seguros e registrou 5.287 avaliações de seguradoras. Entre os oito critérios analisados, a qualidade da assistência concentrou 24% de avaliações “Regular” e 5% “Ruim”. O aplicativo também aparece entre os pontos de atenção, com 23% de avaliações “Regular” e 5% “Ruim”.
Para Francisco Galiza, consultor de Economia do Sincor-SP e responsável técnico pela pesquisa, os resultados mostram que os pontos mais críticos podem variar de acordo com o ramo analisado.
“Na pesquisa, há serviços que foram melhor avaliados e serviços que foram pior avaliados. Por exemplo, enquanto no automóvel o serviço pior avaliado é o sinistro, aqui, no residencial, foram a assistência 24 horas e o aplicativo. Ou seja, muda o cenário.”
Apesar dos pontos de atenção, a avaliação geral dos serviços foi positiva, com “Bom” como a resposta mais frequente nos oito critérios pesquisados. As coberturas básicas e a agilidade nas cotações aparecem entre os aspectos mais bem avaliados pelos corretores.
A PMC Residencial é a segunda pesquisa realizada pelo Sincor-SP dentro da proposta de ouvir os corretores sobre a qualidade dos serviços oferecidos pelas seguradoras. A primeira edição, em 2025, foi dedicada ao seguro automóvel.
Segundo Galiza, o objetivo não é apenas medir a percepção dos corretores, mas utilizar os resultados para reduzir dificuldades na relação entre os diferentes agentes do mercado. “A pesquisa que a gente fez teve como objetivo melhorar o relacionamento entre o corretor e o cliente, e entre corretor e seguradora. Porque, se melhorarmos o relacionamento entre corretor e seguradora, melhora automaticamente o relacionamento com o cliente.”
A metodologia prevê que as avaliações individuais das seguradoras sejam confidenciais. Cada companhia recebe seus próprios resultados, enquanto o estudo divulgado ao mercado apresenta apenas os dados consolidados.
Galiza explica que a decisão de não divulgar comparações entre as empresas também busca preservar o caráter construtivo da iniciativa. “Eu não quero comparar uma seguradora com outra, porque, se a gente der uma opinião, pode tumultuar o mercado, pode ser mal interpretado e isso pode ser usado contra uma seguradora ou contra outra.”
A PMC Residencial contou com 1.216 corretores, número superior aos 915 participantes da PMC Auto realizada no ano passado. Para Simone Fávaro, 1ª vice-presidente do Sincor-SP, a participação reforça a relevância do levantamento e pode ajudar as seguradoras a identificar pontos que precisam de evolução.
“Temos aí temas bastante relevantes para vocês debaterem dentro das seguradoras e melhorarem, que é o que mais queremos. Essa pesquisa contemplou um leque bastante expressivo de seguradoras, praticamente em todas as perguntas.”
Boris Ber, presidente do Sincor-SP, também destacou o potencial dos resultados para orientar melhorias nos produtos e serviços oferecidos pelas companhias. “Então, acho que é uma oportunidade para vocês identificarem aquilo que possa estar faltando no produto, analisarem se convém ou não fazer alguma mudança e, a partir daí, se comprometerem com a gente. Isso é muito importante.”
A entidade pretende manter a pesquisa nos próximos anos, ampliando a análise para outros ramos. Entre as possibilidades estão produtos como vida, saúde e empresarial. “E é isso. Agora, o próximo passo é escolher o ramo. Todo ano vamos fazer uma pesquisa. No ano passado foi automóvel, este ano foi residencial. Aí fica a discussão: vida, saúde, empresarial etc.”, afirmou Galiza.
Ivan Kurihara, coordenador da Comissão Riscos Patrimoniais do Sincor-SP, reforçou que a pesquisa também deve contribuir para aproximar seguradoras, corretores e segurados. “A ideia é reduzir atritos, melhorar em termos de transparência e de atividade, para reduzir esses atritos. Então, toda pesquisa é muito bem-vinda nesse sentido: melhorar o relacionamento das três partes: seguradora, corretora e segurado.”
O estudo integra o SINCO – Sistema de Informações Consolidadas, iniciativa do Sincor-SP voltada à produção de informações, estudos e indicadores para o desenvolvimento do mercado de seguros.
Veja a live completa:

