Meta do grupo é fechar parcerias com empresas, além de criar produtos para baixa renda. A Aon Affinity tem um novo desafio para 2007. Focada na venda de seguros de baixo valor para concessionárias de energia e empresas de telefonia, que representaram 50% dos R$ 300 milhões em prêmios em 2006, a Aon começa a explorar a área de automóveis. “Há um grande nicho a ser explorado. Apenas 40% da frota de veículos em circulação está segurada. Queremos criar produtos com preço e cobertura adequados para conquistar esses clientes”, disse José Carlos Macedo, CEO da Aon Affinity Latin America.
Hoje a corretora possui 60 tipos de serviços voltados à população de baixa renda, que representam 70% da população economicamente ativa do País. O grande desafio agora é levar o seguro de carro à essa camada social, uma tentativa frustrada de algumas seguradoras que tentaram ingressar nesse nicho nos últimos anos. Segundo Macedo, já foram dados alguns passos nesta direção. “Estruturamos algumas parcerias com montadoras, como com o Banco Toyota em setembro de 2005, e atualmente estamos negociando a compra da carteira de automóvel de corretores pequenos”, disse, mencionando apenas clientes sofisticados.
Na semana passada, a Aon fechou um contrato com a empresa que opera o sistema de pedágio Sem Parar. “É um contrato pelo prazo de cinco anos, onde vamos explorar a base de dados dos clientes que optam pelo sistema para ofertar seguros ligados ao veículo e aos seus familiares, como assistência 24 horas, assistência jurídica entre outros”, disse. Segundo Cesar Lins de Medeiros, superintendente de marketing, são cerca de 1 milhão de clientes cadastrados no Sem Parar, sendo 50% ativos e das classes B e C.
Entre as metas para 2007, ano em que o grupo pretende investir US$ 2 milhões no Brasil, Macedo disse que está nos planos da Aon Affinity desenvolver o canal de comunicação com caminhoneiros. “É um segmento pouco explorado e que vemos um grande potencial”, disse.
O volume de prêmios em 2006 cresceu 85%, para R$ 300 milhões. A maior fatia, 50%, vem da venda de seguros para concessionárias, chamados de “utilities”. São 26 concessionárias parceiras que ofertam seguros entre R$ 1,99 a R$ 5,55 por mês, como CPFL, AES Eletropaulo, Coelba, Bandeirante e Light. De acordo com Macedo, a Aon tem nesse segmento 2,8 milhões de clientes ativos espalhados por 4,5 mil cidades. “Neste ano a nossa meta para a área de utilities é lançar novos produtos e serviços com nossos atuais parceiros”, disse Macedo.
A área de varejo fechou 2006 representando 30% da receita de prêmios, ou seja, R$ 90 milhões, crescimento de 78%. São 15 clientes em carteira, entre eles Riachuelo, Kolumbus e Extra.com. A meta é encerrar este ano com 25 clientes em carteira. “Temos vários projetos em andamento e que podem ser consolidados ao longo do ano”, comentou o executivo.
A área de afinidades, que engloba automóvel, encerrou 2006 com 140% de crescimento, para R$ 60 milhões, respondendo por 20% da receita de prêmios. Segundo Macedo, a evolução foi puxada pelo foco em automóveis, com a parceria com o Banco Toyota. “A nossa comercialização foi totalmente informatizada, com atendimento em tempo real, o que facilita o trabalho da rede de distribuição”, disse.
US$ 5 milhões na AL
Em 2007, a Aon também irá otimizar sua presença na América Latina com investimentos de US$ 5 milhões em dois anos. O sistema brasileiro já foi implementado no Chile, México e Argentina. Neste ano, Colômbia e El Salvador estão na lista. O objetivo é alcançar prêmios de US$ 1 bilhão em 3 anos, sendo o Brasil, que hoje responde por 100% da região, responsável por 60% da produção.

