Os anos eleitorais costumam gerar um efeito direto no ritmo das obras públicas e, consequentemente, no segmento de Seguro Garantia. Com a aceleração de projetos e investimentos em infraestrutura, aumenta a demanda por garantias contratuais que protejam governos, empresas e investidores contra riscos de inadimplência ou execução incompleta de contratos. Para os corretores, o período representa uma oportunidade estratégica: fornecer cobertura adequada para contratos de obras públicas mais volumosas e complexas, oferecendo segurança financeira e fortalecendo o papel do seguro como forma de mitigação de riscos em períodos de maior atividade econômica e política.
Para Rosane Mota, fundadora e diretora executiva do RM7 Seguros, o aumento na emissão de Seguro Garantia durante os anos eleitorais é impulsionado por uma série de fatores. Um dos principais elementos é a aceleração de licitações.
De acordo com a especialista em Seguro Garantia para empresas participantes de licitações públicas e privadas, com o objetivo de evitar restrições legais, os governos intensificam a realização de licitações e a assinatura de contratos. “Todo contrato firmado com a administração pública requer uma apólice que garanta a execução da obra ou serviço”, explica.
Outro ponto destacado por Rosane é a Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133). A implementação de exigências mais rigorosas em relação às garantias contratuais, especialmente com a introdução da cláusula de retomada, também resultou em um aumento significativo no volume e na rigidez das apólices. “Essa mudança também demanda mais tempo para aprovação, o que, por sua vez, aumenta a demanda por Seguro Garantia”, ressalta.
Além disso, a especialista detalha que, de forma histórica, os anos eleitorais trazem instabilidade ao mercado financeiro. Quanto a essa incerteza, segundo Rosane, as empresas recorrem ao Seguro Garantia para proteger a liquidez, evitando a imobilização de capital de giro que poderia ser estratégico em um cenário econômico volátil.
Dados da Susep registraram que o segmento de Seguro Garantia movimentou cerca de R$ 6,29 bilhões em prêmios emitidos. Para 2026, ano de eleição de presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais, a projeção da CNseg é de R$ 7 bilhões, evidenciando que a emissão das apólices de Seguro Garantia cresce consideravelmente em anos eleitorais.
“À medida que os projetos são apressados para atender prazos eleitorais, a necessidade de garantir a execução contratual se torna premente. O Seguro Garantia atua como um instrumento essencial, assegurando que as obrigações assumidas pelos contratados sejam cumpridas”, destaca Rosane.
Nesse contexto, o corretor se torna um agente fundamental na facilitação do acesso à solução, especialmente em períodos de alta demanda. Segundo a especialista, os corretores atuam como intermediários estratégicos, orientando os contratantes sobre as melhores opções disponíveis. “Sua expertise técnica não só agiliza o processo de contratação de um produto altamente técnico, mas também oferece suporte essencial ao cliente”, pontua ela.
A especialista também ressalta que a Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021) intensifica o papel do corretor como consultor, fazendo com que o profissional atue como um assessor mais abrangente e personalizado. “Com as mudanças nas normas regulatórias, os corretores agora têm a responsabilidade de garantir que seus clientes compreendam não apenas os produtos oferecidos, mas também as implicações legais e os riscos associados”, conclui.
Ano eleitoral traz oportunidades estratégicas para mercado de Seguro Garantia

