Após um longo período de baixa atividade no mercado de capitais, a expectativa de retomada dos IPOs em 2026 começa a movimentar também o segmento de seguros voltados à governança corporativa. De olho nesse cenário, a Akad Seguros reforçou sua atuação no Seguro POSI (Public Offering Securities Insurance) e projeta crescimento entre 50% e 60% na carteira da modalidade ao longo deste ano.
A perspectiva do mercado é de que entre seis e dez empresas realizem ofertas públicas iniciais de ações (IPOs) ainda em 2026. O movimento é impulsionado pela melhora do ambiente macroeconômico, pela volta gradual do interesse de investidores estrangeiros e pela expectativa de redução das taxas de juros.
Com a retomada das discussões sobre abertura de capital, cresce também a demanda por soluções relacionadas à governança corporativa, transparência e gestão de riscos. Nesse contexto, o Seguro POSI tem ganhado relevância por oferecer proteção a empresas, executivos e acionistas envolvidos em ofertas públicas.
A cobertura contempla custos relacionados a reclamações de investidores, processos regulatórios e despesas de defesa. O produto também pode incluir proteção para despesas ligadas à preservação de imagem, custos jurídicos e suporte em situações envolvendo administradores e executivos durante e após o processo de abertura de capital.
Entre os riscos cobertos estão alegações de investidores sobre informações supostamente incompletas ou imprecisas nos prospectos das ofertas, investigações ou processos administrativos conduzidos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e ações judiciais movidas por acionistas após oscilações relevantes das ações no período pós-oferta.
“Em operações de mercado de capitais, existe hoje uma preocupação crescente das empresas em demonstrar preparo, governança e capacidade de gestão de risco ao investidor”, afirma Yasmin Arriscado, coordenadora de D&O da Akad Seguros.
“O seguro acompanha esse movimento como uma camada adicional de proteção para companhias e executivos envolvidos nessas operações”, ressalta.
Segundo a seguradora, a expectativa de expansão da carteira não está ligada apenas ao possível aumento no número de IPOs, mas também ao amadurecimento das empresas brasileiras em relação às exigências de governança corporativa e ao relacionamento com investidores e órgãos reguladores.
“O mercado deve voltar a conviver com operações mais sofisticadas de captação nos próximos anos, e isso naturalmente amplia a preocupação das empresas com governança, transparência e proteção de executivos e acionistas. Nossa expectativa é acompanhar esse movimento de forma próxima, oferecendo soluções alinhadas às novas demandas do mercado de capitais”, conclui Yasmin.

