Notícias | 8 de outubro de 2026 | Fonte: G1

Acusado de mandar matar mecânico para ficar com seguro de vida dele vai a júri em São Roque

Caso será julgado no Fórum de São Roque (SP) — Foto: Mayara Corrêa/TV TEM/Arquivo
Caso será julgado no Fórum de São Roque (SP) — Foto: Mayara Corrêa/TV TEM/Arquivo

O acusado de ser um dos mandantes do assassinato de Paulo Eduardo Miranda Minutti para receber um seguro de vida avaliado em R$ 800 mil vai a júri nesta quarta-feira (7), no Fórum de São Roque (SP).

Paulo foi encontrado baleado em uma viela de São Roque em maio de 2024. Diego Fernandes dos Santos e Michele Aparecida Nunes Machado, que era esposa da vítima, são acusados de serem os mandantes. Nesta quarta-feira, o homem será julgado, enquanto a mulher continua presa e sem data prevista para julgamento.

Até 20h30 desta quarta-feira (7), o julgamento seguia na fase de debates após o réu ser interrogado e outras 10 testemunhas serem ouvidas pelo júri.

Diego foi preso pela Polícia Civil em abril de 2025, na mesma casa em que estava Michele. As acusações dos dois ocorrem em processos separados.

Seguro de R$ 800 mil

Na época do crime, a TV TEM apurou que o casal encomendou a morte do marido de Michele, Paulo Eduardo Miranda Minutti, por um seguro de vida no valor de R$ 800 mil.

Paulo era mecânico, funcionário da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). As investigações da polícia indicaram que o casal sabia que se ele fosse morto à caminho do trabalho, o valor do seguro pago pela companhia triplicaria.

A vítima, de 32 anos, foi encontrada com marcas de tiro no bairro Mailasqui, no dia 20 de maio de 2024. Ele estava em uma viela e chegou a ser socorrido e levado para a Santa Casa de São Roque, mas não resistiu aos ferimentos.

“Os executores, durante algumas semanas, estudaram o trajeto que o Paulo fazia ao trabalho, escolheram um lugar e, neste lugar, tinha um poste com iluminação pública e eles tiveram o cuidado de, no dia anterior, desconectar a luz. Após o crime, retiraram alguns objetos que estavam com o Paulo como relógio, aliança, atrapalhando a investigação, para que pensássemos que seriam um roubo ou latrocínio”, descreveu o delegado responsável pelo caso, Marcelo Apolinário, na época.

De acordo com a polícia, Paulo sabia do envolvimento de Michele com Diego, pois estava em um relacionamento aberto com ela.


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