Vida em Foco | 15 de outubro de 2025

Tênis x Frescobol, a arte de vender Seguros de Vida com propósito

Há muitos anos, o educador Rubem Alves escreveu um texto, sobre relacionamentos,que me marcou profundamente: “Tênis x Frescobol”. 

Ele dizia que, no tênis, o objetivo é derrotar o outro, o ponto de um é o erro do adversário. Já no frescobol, ninguém quer vencer, o prazer está em manter a bola no ar, em harmonia.

Essa metáfora simples revela muito sobre as relações humanas, e, para mim, também sobre o verdadeiro papel do corretor de seguros de vida.

Vender Seguro de Vida não é jogo de tênis!

Porém, o que torna o processo mais difícil, complexo, é que boa parte do mercado, ainda procura jogar tênis.

O corretor de seguros tenta vencer objeções, rebater as dúvidas, acelerar o fechamento. O cliente, por sua vez, se defende, desconfiado. Um tenta “marcar ponto” sobre o outro.

Mas quando a relação começa como um duelo, alguém sempre sai perdendo, seja o cliente que compra sem entender, seja o corretor que vende sem propósito.

O pior cenário acontece quando o corretor encerra a relação com o cliente com a sensação de vitória:
– “Eu venci. Consegui convencê-lo.”

Essa percepção, embora pareça positiva para o corretor, normalmente significa que o cliente saiu da interação com a sensação oposta:
– “Ele me venceu pelo cansaço… insistiu tanto que acabei comprando.”

Quando isso acontece, o cliente, aquele que “perdeu”, tende a buscar uma forma de “dar o troco”. 

Em muitos casos, isso se manifesta no cancelamento precoce do seguro, com alguma justificativa qualquer, apenas para restabelecer o próprio senso de controle.

Com o tempo, esse tipo de experiência faz com que o cliente evite o corretor, não por falta de interesse no produto, mas para não se sentir novamente “vencido”.

Já a venda consultiva é um jogo de frescobol!

Na venda consultiva de seguro de vida, ninguém precisa perder para o outro ganhar.

O corretor não está ali para “vender”, mas para construir juntos, entender a história, os sonhos, as responsabilidades e os medos de quem está à sua frente.

É uma conversa, não uma disputa. Uma anamnese financeira e emocional, não uma negociação.

Cada resposta do cliente é uma “bola devolvida”, e cabe ao corretor receber com cuidado, devolver com empatia e manter o diálogo vivo.

O resultado? Quando o jogo flui, os dois vencem, o cliente conquista tranquilidade, e o corretor cumpre seu propósito de proteger vidas.

Seguro de vida é diagnóstico, não prescrição!

Assim como um médico não receita antes de ouvir o paciente, o corretor consultivo não oferece produtos antes de compreender o cenário.

Ele pergunta:

▪ “Quem depende de você financeiramente?”

▪ “O que te preocupa se algo inesperado acontecer?”

▪ “Qual sonho você gostaria de garantir que se realize, mesmo que você não esteja mais aqui?”

Essas perguntas não são sobre morte, mas sobre vida, são sobre o que realmente importaao seu cliente.

Quando o cliente entende, ele não compra, ele decide. Por isso o “educar para vender”é a melhor técnica.

Que você tenha, inúmeras e boas partidas de frescobol!

Forte Abraço!

Rogério Araújo

Rogério Araujo

O objetivo da coluna é disseminar a cultura do Seguro de Vida e Previdência Privada Complementar junto à população brasileira e aos profissionais do mercado de seguros. Através de uma linguagem simples e didática pretende quebrar mitos e preconceitos em abordarmos temas tão importantes como gerenciamento de riscos pessoais, o risco de viver muito, sem recursos financeiros, o risco de vivermos pouco, uma morte prematura, e todos os demais riscos pessoais que possam comprometer um correto planejamento financeiro pessoal, familiar ou empresarial. Rogério Araújo é corretor de seguros, desde 1998, brasileiro, casado e pai de três filhos de sangue, Thiago, Gustavo e Leonardo, cujas as iniciais deram origem ao nome TGL Consultoria, empresa criada em setembro de 2004, especializada em soluções em Planejamento e Proteção Financeira, utilizando-se de ferramentas como Seguros, Previdência, Planejamento Previdenciário, Contábil e Tributário, junto aos seus mais de 30.000 clientes ativos. Além dos 3 filhos, Rogério Araújo tem os filhos de coração, são mais de 250 crianças e adolescentes do Projeto Social IDAP, criado e administrado há mais de 13 anos, e que atende a região de Ribeirão das Neves, cidade na região metropolitana de Belo Horizonte, inclusive na própria TGL trabalham alguns jovens oriundos do projeto, mas esse é um assunto que certamente será abordado em alguns artigos, o Seguro como ferramenta de transformação social.

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