Na Ponta do Lápis | 30 de julho de 2026 | Fonte: Francisco Galiza

Mercado está em contínuo desenvolvimento

Nesse texto de julho de 2026, temos as seguintes conclusões.

1) Até maio, seguro favorável das seguradoras continua

Nos cinco primeiros meses do ano, o comportamento favorável das seguradoras, como um todo, continua a avançar em faturamento em termos reais. Além disso, outro ponto positivo, a evolução da rentabilidade. Três fatores são determinantes: Taxas de juros favoráveis, sem catástrofes, ganhos de escala de despesas administrativas. Os gráficos abaixo sinalizam isso

2) Uso excessivo de Bets mostra a necessidade de educação financeira e securitária

O SERASA tem um relatório mensal que analisa a situação de inadimplência no Brasil.

https://www.serasa.com.br/limpa-nome-online/blog/mapa-da-inadimplencia-e-renogociacao-de-dividas-no-brasil

Por exemplo, alguns números. Nesse momento, temos quase 85 milhões de negativados. Em 2023, esse número era, em média, 70 milhões. Ou seja, o aumento em 15 milhões de pessoas em quatro anos. Nesse momento, as maiores dívidas são com o cartão de crédito e com as contas básicas (luz, gás, etc). Os brasileiros com idades entre 41 e 60 anos representam a maior fatia da população com nome restrito, com 35 a 40% do total. O valor médio de cada acordo realizado na plataforma de renegociação foi de R$ 800. E por aí vai. Os relatórios produzidos têm muito mais número.

Com esses números, houve a necessidade da criação de programas de auxílio, tipo “Desenrola”, sobretudo para baixa renda, em termo emergencial. Porém, o que vai funcionar no longo prazo mesmo é educação financeira, para que as pessoas tenham a habilidade para planejar o orçamento, evitar endividamento excessivo, consumir de forma consciente, construir uma reserva de emergência e investir para o futuro. E isso, naturalmente, envolve também a educação securitária, que, no longo prazo, é muito importante.

3) Análise do risco em piscina é uma estratégia de gerenciamento de riscos em termos micro

O setor de seguros deve entrar no conceito de gerenciamento de riscos. Para buscar diminuir os riscos da sociedade. Não apenas em termos macro (como se fala). Por exemplo, no risco climático, no risco das cidades com o alagamento. Mas também em termos micro, afetando o dia a dia das pessoas. Em atitudes que as pessoas podem visualizar de forma direta.

Por exemplo, vou citar um exemplo. Diminuir os riscos de afogamentos, em piscinas, mar, rios, etc. Por exemplo, instituições tratam desse assunto, como a Insurance Information Institute (https://www.iii.org/article/pool-safety-and-insurance), que divulgou recentemente um trabalho sobre esse tópico. Na média, os EUA registram mais de 4.000 mortes por afogamento acidental todos os anos. O afogamento é a principal causa de morte por lesão não intencional entre crianças de 1 a 4 anos. Já no Brasil, os valores são ainda maiores, 5.500 afogamentos fatais por ano.

Existem dicas importantes no texto, como precauções no próprio uso da piscina, perguntando se os usuários da piscina sabem nadar. Cuidado com as pessoas que querem usar as piscinas sozinho (ou até proibir). Nunca deixar crianças sem supervisão, manter as crianças longe dos filtros da piscina e de outros equipamentos mecânicos. Não deixar brinquedos ou boias na piscina quando não estiverem em uso — eles podem ser uma tentação mortal para crianças pequenas. Prestar atenção à previsão do tempo. O calor excessivo pode causar tonturas, o que pode ser perigoso perto de uma piscina. E nunca nadar durante chuva ou tempestades com raios. Por último, precauções na área da piscina. Por exemplo, garrafas de vidro e dispositivos eletrônicos. Brinquedos perto da piscina podem causar escorregões ou atrair crianças para perto da água. Usar copos e utensílios de plástico. Importante, limitar o consumo de álcool perto da água. Estudos mostram que o consumo de álcool está envolvido em até metade das mortes de adolescentes e adultos associadas a atividades recreativas na água.

Enfim, várias sugestões possíveis.

Francisco Galiza

Mestre em Economia (FGV), catedrático pela ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência) na cadeira “Ciência do Seguro”. Autor de dezenas de artigos e estudos, e de centenas de vídeos de análise econômica, em especial sobre o setor de seguros. Consultor especializado em seguros, já prestando serviços para diversas empresas e entidades representativas de classe.

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