Os prejuízos provocados por eventos climáticos extremos no campo voltaram a ser usados pelo candidato do Partido Novo à Presidência da República, Romeu Zema, como argumento para defender mudanças nas políticas destinadas ao agronegócio.
Em agenda neste domingo (30), no Rio Grande do Sul, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que, se eleito, pretende ampliar o acesso ao seguro agrícola para proteger produtores em caso de perdas nas lavouras.
Zema disse ter ouvido relatos de agricultores que perderam toda a produção após eventos climáticos e ficaram sem cobertura suficiente para recuperar os prejuízos.
“Como presidente, quero que o seguro agrícola avance como nunca. Em países desenvolvidos, o produtor rural tem acesso a essa ferramenta, que é de fundamental importância”, garantiu.
Na avaliação do candidato, o seguro é uma forma de dar previsibilidade ao produtor e reduzir o risco de endividamento depois de uma quebra de safra. “Isso é que garante que dá estabilidade ao mesmo”, afirmou.
Zema citou especificamente o Rio Grande do Sul, estado fortemente atingido por eventos climáticos extremos nos últimos anos. Segundo ele, agricultores que perderam a produção continuam enfrentando dificuldades financeiras.
“Agricultores que não colheram nada e que não têm tido nenhuma cobertura por parte do Estado brasileiro. Pessoas que trabalharam a vida inteira e que estão aí agora só com dívidas, sujeitas inclusive a perder a sua propriedade.”
Segurança no campo
Além da política de seguro agrícola, o candidato do Novo defendeu o reforço da segurança pública nas áreas rurais. Ele afirmou que os crimes contra propriedades e produtores têm aumentado em diferentes regiões do país. “O número de crimes rurais em diversas regiões do Brasil tem ampliado. Precisamos dar uma condição satisfatória nessa questão”, disse.
O presidenciável também voltou a se posicionar contra invasões de propriedades rurais. “Precisamos também proibir as invasões de terra.”
Na sequência, Zema fez uma crítica direta ao governo federal e afirmou que o Ministério do Desenvolvimento Agrário teria relação com movimentos de invasão de terras. “Hoje nós temos um Ministério do Desenvolvimento Agrário que sabemos notoriamente tem financiado movimento de invasores.”
Agro como prioridade
Zema classificou o agronegócio como uma das principais forças da economia brasileira e afirmou que o setor deveria receber apoio das diferentes esferas de governo. “O agro no Brasil tem sido a atividade econômica que mais cresce, que mais tem contribuído para o desenvolvimento econômico e precisa ter todo o apoio do governo federal, estaduais e municipais.”
O candidato também associou as propostas à experiência acumulada durante os dois mandatos como governador de Minas Gerais e afirmou que pretende repetir, no governo federal, a política de apoio ao setor. “Como presidente, da mesma maneira que fiz como governador, eu darei todo apoio a esse setor que tem sido a locomotiva do Brasil”, concluiu.

