Com uma agenda marcada por debates estratégicos e cases inspiradores, o CQCS Inovação 2025 dedicou espaço especial para a discussão sobre o papel da Letra de Risco de Seguro no fortalecimento do setor. Na Sala Amílcar Vianna, no primeiro dia (11), Roberto Takatsu (Galápagos), Rodrigo Botti (Lockton Reinsurance) e Thomaz Kastrup (Machado Meyer Advogados) protagonizaram um painel sobre “LRS ampliando a capacidade de proteção do seguro”. Os executivos compartilharam visões complementares sobre como o modelo contribui para expandir a capacidade do mercado e promover maior segurança para seguradoras e clientes.
Expressando gratidão por participar da conversa, Roberto Takatsu ressaltou que conseguiu explicar para o mercado de seguros um pouco da securitização do risco de seguros. “Estamos conseguindo ampliar a capacidade do mercado, trazendo capacidade para linhas de resseguro que hoje são super difíceis de obter, e estamos conseguindo colocar isso de pé”, explicou Takatsu.
Para Rodrigo Botti, Country Head da Lockton Reinsurance, a LRS pode fortalecer o mercado de seguros brasileiro. “Isso é uma grande inovação que, no exterior, já tem 30 anos e já faz no mercado de resseguros”, pontuou. “Aqui, no Brasil, nasceu no ano passado e está começando a crescer e pode ter um impacto muito positivo em várias vertentes no mercado de seguros, desde o fomento de novas insurtechs, startups e seguradoras até a proteção a catástrofes, setor de agro e infraestrutura”, completou Botti.
Encerrando o painel, Thomaz Kastrup, sócio da Machado Meyer Advogados, frisou que a LRS é um instrumento financeiro criado para conectar o mercado de seguros ao mercado de capitais. “É uma forma muito inovadora e disruptiva que o mercado [de seguros] criou, junto com o mercado de capitais, para dar capacidade para as seguradoras terem acesso a novas formas de cobertura”, finalizou Kastrup.

