Uma pesquisa realizada pela Associação Comercial de Ribeirão Preto com empresários da cidade identificou dificuldades enfrentadas por comerciantes após o temporal de 24 de julho. Entre os problemas relatados estão destelhamentos, perdas de equipamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica e de internet.
Segundo a presidente da Associação Comercial, Sandra Brandani, 17 empresas responderam ao levantamento. Entre elas, 42% informaram não possuir seguro para cobrir eventuais prejuízos. A pesquisa também identificou empresas que ficaram mais de um dia sem conseguir funcionar.
Perdas financeiras
De acordo com Sandra, os prejuízos relatados variaram de R$ 10 mil a mais de R$ 50 mil. Além dos danos provocados pelo destelhamento, a interrupção da energia elétrica e da internet também afetou o faturamento das empresas.
A pesquisa apontou ainda que 6% dos entrevistados disseram existir risco de demitir funcionários ou até mesmo fechar a empresa em razão das dificuldades provocadas pela interrupção das atividades.
Entre as regiões citadas como mais afetadas pelas empresas que responderam ao levantamento estão o Centro, Campos Elíseos e Ipiranga. Os estabelecimentos atingidos pertencem principalmente aos setores de comércio e serviços.
Linhas de crédito
Diante dos prejuízos, a Associação Comercial buscou alternativas de crédito para auxiliar empresários na recuperação das atividades. Segundo Sandra Brandani, há linhas oferecidas pelo Desenvolve SP e pela CobCoperc, com possibilidades de carência.
As informações sobre essas alternativas estão disponíveis no site da Associação Comercial. A entidade também orienta os empresários a procurarem atendimento presencial ou por telefone para obter informações sobre as opções disponíveis.
O levantamento mostrou ainda que cerca de 25% dos empresários que responderam à pesquisa tiveram problemas relacionados a destelhamentos. Outros 23% relataram perdas de equipamentos.
A presidente da Associação Comercial também orientou os empresários a avaliarem a contratação de seguros como forma de proteção para eventuais ocorrências futuras. Segundo ela, a ausência de seguro aumenta a necessidade de recorrer a empréstimos para recuperar os negócios após situações como o temporal.

