A Suíça Seguros Corporativos iniciou suas operações em agosto com atendimento voltado a empresas. A equipe reúne profissionais com experiência em subscrição, desenvolvimento de produtos, gestão de grandes contas, corretagem e relacionamento empresarial e institucional.
A corretora atende empresários, CEOs, CFOs e as áreas jurídica, financeira, de suprimentos e patrimônio. Cada operação é conduzida diretamente pelos sócios. O Seguro Garantia é a principal especialidade, com atuação em garantias judiciais, de performance e com cláusula de retomada de obras. O portfólio inclui ainda Fiança Locatícia, Responsabilidade Civil e seguros patrimoniais.
Para Henrique Géo, sócio-fundador, a experiência anterior da equipe definiu o modelo de negócio. “A Suíça é uma empresa nova, mas não parte de uma folha em branco. A experiência acumulada pelos profissionais que estão à frente da corretora foi construída em diferentes áreas do mercado de seguros, incluindo subscrição, produtos, desenvolvimento de negócios, relacionamento com clientes e atuação comercial.”
Conhecer o funcionamento interno das seguradoras, segundo ele, permite participar da operação desde a análise do risco, e não só na contratação. “Nossa intenção é não limitar o trabalho à busca de uma cotação. Queremos compreender o contexto da empresa, a natureza da obrigação e o risco envolvido, e a partir daí avaliar quais alternativas do mercado fazem sentido para aquele caso.”
No Seguro Garantia, o valor da apólice é apenas uma das informações necessárias. “É necessário compreender a obrigação garantida, o contrato, o perfil da empresa, sua capacidade financeira, o histórico de suas operações e, quando aplicável, as características do projeto ou empreendimento.” Essa leitura, afirma, permite uma conversa mais técnica com seguradoras e empresas. “Atendimento consultivo não pode significar apenas estar disponível ou apresentar várias opções ao cliente. Significa entender primeiro o problema e só depois buscar a solução de seguro.”
Atendimento direto dos sócios. “Quem analisa o risco é quem conversa com o cliente”, diz Henrique Géo. “Eu participo pessoalmente das operações, junto com os demais sócios, e a cotação não é repassada para outra equipe.”
Acesso ao mercado
A Suíça inicia as atividades com cadastro ativo nas principais seguradoras do país, entre grupos nacionais e internacionais. Em operações corporativas complexas, capacidade, apetite ao risco, políticas de subscrição e estrutura de resseguro variam muito entre as companhias. “Os riscos corporativos não são homogêneos. Cada seguradora tem suas próprias características de apetite, capacidade, critérios de subscrição, resseguro, produtos e segmentos”, explica o executivo.
Para ele, o acesso ao mercado é ponto de partida, não diferencial. “O valor está em saber qual mercado faz sentido para determinado risco, como apresentar esse risco e como construir uma alternativa tecnicamente adequada.”
Na prática, isso significa não enviar o mesmo risco a todas as seguradoras cadastradas. A Suíça identifica os mercados compatíveis com cada operação, prepara a apresentação técnica do risco e conduz a negociação a partir dessa análise, como interlocutora entre a empresa e a seguradora.

