Notícias | 10 de fevereiro de 2025 | Fonte: CQCS | Adriane Sacramento

Seguro obrigatório entra em pauta em meio ao impasse sobre mototáxi em SP

Reprodução / CNN Brasil

A contratação de seguro para mototaxistas, passageiros e terceiros pode se tornar obrigatória em São Paulo, caso o serviço seja regulamentado na cidade. Apresentado na última terça-feira, 4 de fevereiro, o projeto do vereador André Santos (Republicanos-SP) prevê mais segurança no trânsito e amparo às vítimas em casos de acidentes, protegendo tanto os profissionais quanto os usuários desse serviço. A obrigatoriedade entra em pauta em meio ao impasse sobre regulamentação da categoria.

Durante apresentação da proposta na Casa, o parlamentar apontou que o mototáxi é uma alternativa de transporte ágil e acessível, principalmente em grandes centros urbanos, onde a mobilidade é um desafio diário. “No entanto, é essencial que esse serviço seja regulamentado com medidas que assegurem a integridade de todos os envolvidos”, disse. A obrigatoriedade da contratação deve, segundo ele, garantir que, em casos de acidentes, os impactos financeiros e sociais sejam minimizados. 

A regulamentação do mototáxi em SP enfrenta um impasse entre trabalhadores, empresas de aplicativos e a prefeitura. Enquanto motociclistas defendem a formalização do serviço para garantir segurança e direitos, o município alega que a atividade contraria normas vigentes. Empresas como Uber e 99 argumentam que já oferecem ferramentas para mitigar riscos, enquanto sindicatos e autoridades questionam a responsabilidade em casos de acidentes.

Santos pontuou ainda como o serviço modifica a dinâmica das cidades do país e tem relação direta com a taxa de acidentes, como apontado pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET) – cidades com esse serviço registraram um aumento expressivo da taxa de internação hospitalar. “Em Belo Horizonte, por exemplo, houve um aumento de 22% no número de leitos ocupados por acidentados no primeiro semestre de operação mototáxi, em comparação a média nacional”, afirmou o vereador.

Agora, o projeto guarda leitura no plenário. Posteriormente, passará por análise das comissões responsáveis antes de ser votado pelos vereadores e, em caso de aprovação, seguirá para sanção do prefeito.

Um comentário

  1. ROSA MARIA DE SOUZA PINTO

    11 de fevereiro de 2025 às 9:15

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