Com a entrada dos riscos psicossociais na agenda obrigatória das empresas, a atualização da NR-1 começa a impulsionar a procura por seguros e serviços de proteção financeira voltados à saúde mental dos trabalhadores. O movimento encontra um mercado que já vinha se preparando para essa demanda. Um dos exemplos é o PASI, que há anos oferece atendimento psicológico por meio da Central de Amparo e recentemente ampliou sua atuação com soluções voltadas às exigências da nova norma. Agora, a necessidade de identificar e gerenciar fatores relacionados ao bem-estar emocional dos colaboradores amplia a relevância de produtos que combinam prevenção, acolhimento e suporte financeiro.
O movimento ocorre em um momento em que as empresas buscam alternativas para reduzir os impactos gerados por afastamentos prolongados, ações trabalhistas e perda de produtividade. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Previdência Social e reproduzidos pelo portal Contábeis, mais de 546 mil benefícios foram concedidos em 2025 por transtornos mentais e comportamentais, alta de 15,66% em relação ao ano anterior.
Segundo especialistas, a atualização da NR-1 acelera uma discussão que já vinha ganhando força nos últimos anos. Em reportagem publicada pelo portal SEGS, especialistas destacam que a nova exigência pode aumentar a exposição das empresas a riscos trabalhistas caso não existam mecanismos adequados de prevenção e acompanhamento dos colaboradores.
Nesse contexto, cresce o interesse por seguros corporativos que ofereçam serviços de apoio emocional, acolhimento psicológico e suporte financeiro em situações relacionadas à saúde mental. Para Fabiana Resende, presidente do Seguro PASI, os riscos psicossociais são mais complexos de identificar e controlar do que os riscos físicos tradicionais, fazendo com que o seguro atue como uma camada complementar de proteção para empresas e trabalhadores.
“A atualização da NR-1 representa uma mudança importante na forma como as empresas devem enxergar e gerenciar os riscos relacionados à saúde mental dos trabalhadores. Questões psicossociais deixam de ser tratadas apenas como preocupações internas e passam a integrar formalmente a gestão de riscos das organizações.”
A executiva ressalta que o cuidado com a saúde emocional já fazia parte da estratégia da companhia antes mesmo das mudanças regulatórias. “Há quase uma década disponibilizamos a Central de Amparo, que oferece atendimento psicológico aos segurados e seus familiares. Ou seja, muito antes da atualização da norma, já entendíamos que cuidar da saúde mental também faz parte da proteção à vida.”
O tema ganhou ainda mais relevância após o lançamento, neste ano, de uma solução específica voltada às exigências da NR-1. Neste sentido, o PASI apresentou um produto desenvolvido para apoiar empresas na gestão dos riscos psicossociais previstos pela norma, reforçando uma tendência de criação de soluções mais direcionadas às novas demandas corporativas.
Além dos serviços de acolhimento e assistência psicológica, as coberturas também começam a incorporar mecanismos de proteção financeira para situações relacionadas ao adoecimento emocional. Fabiana destaca que determinadas soluções oferecem apoio ao trabalhador durante o tratamento e podem minimizar impactos financeiros para as empresas.
“No caso do PASI, contamos com uma cobertura específica para burnout, que garante uma indenização ao segurado em caso de diagnóstico da doença, além de disponibilizarmos serviços voltados ao acolhimento e ao acompanhamento emocional. Quanto mais cedo a pessoa tiver acesso ao suporte adequado, maiores são as chances de recuperação e menores tendem a ser os impactos para o trabalhador e para a empresa.”
A nova realidade também amplia o papel consultivo dos corretores de seguros. Na avaliação da presidente do Seguro PASI, os profissionais passam a atuar de forma mais estratégica ao orientar empresas sobre prevenção, gestão de riscos humanos e soluções de proteção alinhadas às exigências regulatórias.
“A atualização da NR-1 amplia ainda mais o papel consultivo do corretor de seguros. Mais do que apresentar produtos, ele passa a atuar como um parceiro estratégico das empresas, ajudando a compreender os novos riscos, identificar vulnerabilidades e encontrar soluções que contribuam para a proteção dos colaboradores e do negócio.”
Fabiana afirma ainda que o interesse por soluções ligadas à saúde mental já vem crescendo entre empresas de diferentes portes. “Já observamos um crescimento no interesse por soluções voltadas à saúde mental e à gestão de riscos psicossociais. A atualização da NR-1 acelerou uma discussão que já vinha ganhando força nos últimos anos: a necessidade de olhar para o colaborador de forma integral. Nesse sentido, os seguros que oferecem assistência, acolhimento e amparo imediato ganham ainda mais relevância.”
Para a executiva, a adequação à NR-1 não deve ser encarada apenas como uma obrigação regulatória. “Entendemos que a gestão dos riscos psicossociais vai muito além de uma obrigação legal. Trata-se de uma oportunidade de evolução para as empresas, para o mercado de seguros e, principalmente, para a construção de ambientes de trabalho mais humanos, saudáveis e seguros.”

