O CQCS Inovação 2026 promoveu, na terça-feira (6), em São Paulo, o Roda de Conversa, encontro preparatório para a 8ª edição do maior evento de inovação em seguros da América Latina. Mediado por Gustavo Doria Filho, fundador do CQCS e do CQCS Inovação, o encontro reuniu Renato Roperto, vice-presidente de Sinistros da Allianz; Saint Clair Lima, diretor de Produtos e Operações da Bradesco Auto/RE; e Rafael Ramalho, vice-presidente de Auto e Vida Massificados do Grupo HDI.
Na abertura, Gustavo destacou a evolução do mercado de inovação, as transformações impulsionadas pelo movimento das insurtechs e o potencial dessas empresas para o setor de seguros. “A indústria tem uma potência, que é esse senso de visão de futuro dos inovadores que está desde quem está iniciando sua startup até quem está liderando grandes grupos”, disse.
A discussão mostrou que, apesar dos avanços tecnológicos, a experiência do segurado durante um sinistro continua diretamente relacionada a fatores como transparência, comunicação e confiança. Para Renato Roperto, a certeza de que o segurado receberá aquilo que contratou é um dos principais elementos para gerar segurança.
“Transparência e certeza de que vai receber o que contratou são a maior segurança que as pessoas têm”, afirmou o executivo. Segundo ele, as seguradoras vêm buscando novas soluções para aprimorar essa experiência, combinando recursos digitais, que contribuem para dar mais velocidade aos processos, com o atendimento humano, importante para tornar a jornada mais simples.
Saint Clair Lima destacou que a tecnologia precisa ser convertida em ações que efetivamente beneficiem o cliente. No momento do sinistro, segundo ele, um dos principais desafios é lidar com a ansiedade do segurado e fornecer informações capazes de trazer clareza e tranquilidade.
“Sinistro é administrar a ansiedade do cliente, trazendo clareza ao processo e tranquilidade sobre todo o processo. Comunicação é a principal coisa”, explicou.
Rafael Ramalho reforçou que o principal objetivo do seguro deve ser ajudar o cliente a retomar sua rotina o mais rapidamente possível. O executivo também chamou atenção para a mudança no comportamento dos consumidores, que passaram a comparar a experiência oferecida pelas seguradoras com a de empresas de outros setores.
“Hoje em dia, a gente está aqui para ajudar as pessoas a voltarem à vida normal o quanto antes, com o máximo de transparência”, afirmou.
Durante o Roda de Conversa, os participantes também discutiram o papel da inteligência artificial, da digitalização e de outras tecnologias na regulação de sinistros. A avaliação foi de que essas ferramentas podem contribuir para acelerar processos, apoiar estimativas e combater fraudes, mas não eliminam a importância do contato humano.
Saint Clair também chamou atenção para a necessidade de utilizar a tecnologia de forma responsável, especialmente diante das novas possibilidades de fraude. Para ele, o avanço tecnológico precisa ser acompanhado por mecanismos de proteção capazes de evitar que boas ferramentas sejam comprometidas por usos inadequados.
Rafael citou ainda iniciativas do Grupo HDI, como a “Caixa do Recomeço”, para mostrar como o seguro pode assumir uma atuação mais próxima do cliente em momentos de dificuldade. Segundo ele, em situações como eventos climáticos, a combinação entre soluções digitais e atendimento humano pode fazer diferença para quem precisa reconstruir sua rotina.
A discussão reforçou ainda que a tecnologia deve atuar como facilitadora da experiência. Quando os processos funcionam de forma adequada, a transformação pode ocorrer sem que o cliente precise perceber toda a complexidade existente por trás da operação.
O encontro fez parte da programação do CQCS Inovação 2026, que será realizado nos dias 4 e 5 de novembro, no Transamerica Expo Center, em São Paulo, com o tema “Transformando o Seguro”.

