O CQCS Inovação 2025 reuniu especialistas no painel “Prestamista e Capitalização Reinventando Proteção e Acumulação”, realizado nesta quarta-feira (12) em São Paulo. O debate contou com Gustavo Rosa, diretor Comercial e de Produtos da Liderança Capitalização, Luis Villar, vice-presidente da Taamin Seguradora, e Rafael Jordão, gerente executivo Comercial da Brasilcap, que discutiram como a tecnologia e a inteligência artificial estão transformando a forma de acumular e proteger o patrimônio dos brasileiros.
Gustavo Rosa destacou que a capitalização nasceu de um problema real e continua relevante até hoje. “A capitalização surgiu no século XIX como uma forma de ajudar trabalhadores a pouparem e fugirem do endividamento. Mais de cem anos depois, ela ainda cumpre esse papel no Brasil, um país onde as famílias têm pouca disciplina financeira”, afirmou.
O executivo lembrou que o produto se mantém atual ao estimular a poupança de médio e longo prazo em uma sociedade que economiza pouco. “O título de capitalização é uma ferramenta que ajuda as pessoas a criarem o hábito de guardar dinheiro. Não é um investimento, é uma forma de educação financeira prática”, ressaltou.
Rafael Jordão reforçou essa visão ao destacar o papel social e educativo da capitalização. “A indústria de capitalização tem uma responsabilidade enorme com o país. Ela pode ser um remédio contra o endividamento crônico, oferecendo disciplina financeira de forma acessível e consciente”, disse.
O executivo da Brasilcap citou dados que demonstram o impacto do produto. “Temos mais de 65 milhões de clientes e cerca de 2,5 bilhões de reais distribuídos em prêmios ao longo de 30 anos de operação. Isso mostra como o produto é capaz de unir sorte, poupança e propósito”, afirmou.
Jordão também destacou o avanço das soluções digitais no setor. “Estamos totalmente preparados para oferecer produtos white label via API, o que permite integrar a capitalização a qualquer modelo de negócio, desde bancos digitais até empresas de varejo e tecnologia”, explicou.
Luis Villar, por sua vez, abordou o papel do seguro prestamista, que garante o pagamento de dívidas em casos de morte ou invalidez, e sua integração com a capitalização. “O prestamista é um produto invisível, mas essencial. Ele protege famílias e reduz o endividamento. Quando associado à capitalização, transforma-se em uma ferramenta poderosa de proteção e acumulação”, afirmou.
Segundo Villar, a combinação entre sorteio e cobertura de risco amplia o alcance social do seguro. “Podemos usar o sorteio para premiar o cliente, o atendente ou até incentivar o pagamento de parcelas, ao mesmo tempo em que garantimos proteção financeira em momentos difíceis”, explicou.
O executivo da Taamin defendeu que a digitalização do produto é o caminho para ampliar seu alcance. “Quando o prestamista passa a ser vendido por APIs e plataformas digitais, ele deixa de ser invisível e ganha novo valor para o consumidor”, observou.
Encerrando o debate, Villar reforçou que a parceria entre prestamista e capitalização traduz o futuro do mercado. “O futuro é de quem protege e inova. Esses produtos, quando repensados com tecnologia e propósito, se tornam instrumentos de transformação financeira e social”, concluiu.

