Notícias | 30 de julho de 2026 | Fonte: G1

PF investiga fraude de R$ 3,7 milhões no Seguro-Defeso no MA; escritório de advocacia é alvo de buscas

Ao todo, 18 policiais federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em residências e escritórios profissionais dos investigados, em São Luís. — Foto: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) realizou, nesta terça-feira (7), em São Luís, uma operação contra um esquema suspeito de fraudar o Seguro-Defeso no Maranhão. O prejuízo estimado é de cerca de R$ 3,7 milhões.

Segundo a investigação, um escritório de advocacia e agenciadores seriam responsáveis por captar beneficiários em massa para simular vínculos com a pesca artesanal e obter o Seguro-Defeso de forma irregular.

Chamada de Operação Fake Fisher, a ação foi conduzida pela Força-Tarefa Previdenciária no Maranhão. Também participaram a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), ligada ao Ministério da Previdência Social (MPS).

Segundo a investigação, o caso é um desdobramento da Operação Fake ID, realizada em 2023. A nova fase apura indícios de fraude em pedidos de Seguro-Defeso, benefício destinado a pescadores artesanais profissionais durante o período de piracema.

De acordo com a Polícia Federal, o esquema envolveria um escritório de advocacia e agenciadores. Eles seriam responsáveis por captar beneficiários em grande quantidade para simular vínculos com a pesca artesanal.

Ao todo, 18 policiais federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em residências e escritórios profissionais dos investigados, em São Luís. Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanharam as buscas.

Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela Polícia Federal em São Luís. — Foto: Divulgação/Polícia Federal

Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela Polícia Federal em São Luís. — Foto: Divulgação/Polícia Federal

Segundo a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, o prejuízo estimado corresponde à concessão de 552 benefícios já identificados.

Os investigados poderão responder por estelionato majorado contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), associação criminosa e falsificação de documento público.

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