O aumento de acidentes com embarcações, especialmente naufrágios e colisões em áreas de alta densidade náutica como São Paulo e Rio de Janeiro, impulsionou uma alta do Seguro de Danos Pessoais Causados por Embarcações ou suas Cargas (DPEM), o “DPAVT dos Barcos”, em 2025.
As indenizações cresceram cerca de 1.853%, superando R$ 3,4 milhões entre janeiro e dezembro do ano passado, segundo dados inéditos da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).
No mesmo período, a arrecadação do seguro, obrigatório desde julho de 2024, ultrapassou R$ 10 milhões. A maior parte se concentrou em estados com intensa atividade náutica, como São Paulo (R$ 1,7 milhão), Rio de Janeiro (R$ 1,1 milhão) e Santa Catarina (R$ 923,7 mil).
O Brasil conta hoje com 990.928 embarcações registradas na Marinha, com liderança de São Paulo (240.981), que concentra quase um quarto de toda a frota nacional, seguido por Rio de Janeiro (110.138) e Paraná (95.712).
Na distribuição por região, o Sudeste lidera com 406.736 embarcações, 41% do total, seguido por Sul (238.160), Nordeste (118.306), Centro-Oeste (116.721) e Norte (111.005).
No recorte por tipo de embarcação, botes e lanchas, juntos, somam mais de 52% de toda a frota nacional: são 289.288 e 233.826 unidades, respectivamente. As motos aquáticas somam 118.433 unidades.

