Entre os dias 15 e 18 de julho, a Associação Beneficente dos Funcionários do Grupo Allianz (ABA) realizou a Mostra de Artes Visuais e Digitais do primeiro semestre, evento que marca o encerramento de um processo desenvolvido nos seis primeiros meses do ano com crianças, adolescentes e idosos que frequentam a entidade. Inspirada na obra do artista suíço Paul Klee, a edição deste ano recebeu mais de 900 pessoas, entre frequentadores e ex-frequentadores, monitores e visitantes, convidando o público a exercitar a observação, a sensibilidade estética e a poesia por meio de diferentes linguagens artísticas e tecnológicas.
A proposta foi ampliar o repertório cultural dos participantes e estimular novas formas de expressão. Pela primeira vez, a instituição trabalhou a criação a partir da observação de imagens, cores, formas e movimentos, tendo o haicai, poema curto de origem japonesa, como ponto de partida para as atividades desenvolvidas ao longo do semestre. A escolha de Paul Klee como referência artística está relacionada à aproximação que o artista desenvolveu com a arte japonesa e à valorização da linha como elemento poético e comunicação afetiva.
“Em suas obras, Klee explorava a música, a natureza, as formas e as cores de maneira experimental, conceitos que dialogam com a nossa proposta educativa. Com isso, estabelecemos uma relação simbólica entre as suas obras e o seu próprio percurso, que foram representados nas diferentes etapas dos projetos que vivenciamos nos primeiros seis meses do ano”, explicou Rose Oliveira, diretora da Associação.
Os visitantes também puderam conhecer projetos que unem arte e tecnologia. Com o tema “Ouçamos: poesia que vira código”, os participantes apresentaram produções de haicais realizadas nas áreas de Programação e Robótica, proporcionando experiências interativas. “A experimentação e a flexibilidade foram elementos centrais do trabalho, permitindo que novas ideias surgissem durante o desenvolvimento das ações”, destacou a diretora.
Novos aprendizados
Enzo Gabriel Muniz tem 14 anos e frequenta a ABA desde os quatro. Ele faz parte do Núcleo de Robótica e disse que a instituição contribuiu para o desenvolvimento de várias habilidades. “Esse projeto ajudou a me aproximar da área, que eu já adorava, mas não tinha conhecimento suficiente. O projeto me mostrou que podemos alcançar o que quisermos se nos esforçarmos.” Wallace Sampaio, de 15 anos, está no mesmo núcleo, mas frequenta a Associação há apenas um mês. Ele contou que se surpreendeu com o resultado do projeto. “Não imaginei que seria capaz de fazer algo do tipo. Achei que seria difícil, complicado, mas agora passei a pensar na robótica para o meu futuro.”
Já Maira Silva Bittencourt, de 10 anos, participa da ABA há sete. Para ela, que está no Núcleo de Convivência, a Associação representa uma rede de educação e apoio. “Aqui a gente aprende brincando”, diz. Durante a Mostra, Maira cantou músicas em japonês e espanhol e falou sobre a experiência. “No começo dos ensaios, eu errava e aprendi a ter calma e tentar novamente até conseguir. Sempre gostei muito de aprender coisas novas, então estudei e decorei tudo rápido, porque queria dar o meu melhor”, complementou.
Rose ressaltou que o evento representou a entrega de uma trajetória marcada por descobertas, desafios e conquistas. “É a oportunidade de compartilhar com o público os resultados de um trabalho construído com atenção, dedicação e paciência, reforçando que a aprendizagem pode abrir caminhos para ir além do que inicialmente se imagina”, concluiu.

