Notícias | 22 de abril de 2014 | Fonte: CNseg

Mercado projeta inflação acima do teto da meta pela primeira vez neste ano

IPCA deve alcançar 6,51% até dezembro; Selic, 11,25% ao ano; e dólar, R$ 2,45, segundo nova pesquisa Focus

Inimiga número um do mercado de seguros, a inflação continua a dar cada vez mais sinais de vida neste ano. E a mais recente estimativa do mercado dá conta de que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), pela primeira vez, deverá superar o teto da meta, ao passar, na virada da semana, de 6,47% para 6,51% no ano, informou o Banco Central nesta terça-feira (22), por meio do relatório Focus, pesquisa semanal com mais de 100 instituições financeiras. Esta foi a sétima semana consecutiva de alta do indicador. Contudo, para 2015, a estimativa permanece estável em 6%. Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central, para 2014 e 2015, é de 4,5%. Entretanto, há um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida.

Quando a meta de inflação é descumprida, o presidente do BC tem de escrever uma carta aberta ao ministro da Fazenda explicando as razões que motivaram o “estouro” da meta formal. No começo deste ano, a inflação avançou com mais intensidade por conta do aumento dos preços dos alimentos – resultado das condições climáticas adversas (secas ou chuvas) no País.

Em razão da inflação acelerada, o mercado finaceiro acredita que o BC deverá manter a política monetária apertada. A taxa básica (Selic) da economia brasileira deve fechar o ano em 11,25% ao ano e, no final de 2015, 12% ao ano.

Como inflação e juros altos afetam o crescimento econômico, analistas revisaram o PIB para menos. Em 2014, a previsão dos economistas caiu de 1,65% para 1,63% na última semana. O governo ainda mantém a taxa de 2,5% de crescimento. Para 2015, a perspectiva de expansão da economia brasileira, feita por analistas do mercado financeiro, continua inalterada em 2% de alta.

Ainda segundo a pesquisa Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio permanece estável em R$ 2,45 por dólar. Para o fechamento de 2015, a estimativa dos analistas dos bancos para o dólar caiu de R$ 2,53 para R$ 2,51. Já a projeção para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2014 avançou de US$ 3 bilhões para US$ 3,02 bilhões na semana passada. Para 2015, a previsão de superávit comercial permanece em US$ 10 bilhões.

Para 2013, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos (IED) no Brasil está estável em US$ 60 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas para o aporte de investimentos estrangeiros ficou inalterada em US$ 55 bilhões.

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